Sábado, 11 de Julho de 2009

Karolayne Santos

Ontem encontrei a jovem (bem jovem mesmo) Karolayne Santos, que caiu nas graças do pessoal da Mimo 2007 pela pouca idade e muita desenvoltura ao violino durante as master classes (acredito que ela tinha 8 anos na época).

O pai da violinista-mirim* me contou que desde que ela começou a ter aulas com maestro Rafael Garcia (um violinista de carreira, embora poucos hoje se lembrem) melhorou bastante, porque o maestro passou seis meses somente treinando métodos com ela.

O resultado veio num concurso de jovens solistas ano passado (não anotei em qual cidade mas o pai disse que foi matéria do Diário, então deve haver algo arquivado aqui no blog) quando tirou o primeiro lugar dentre concorrentes de 5 a 25 anos.

Para maestro Rafael ter-se decidido a dar aulas em tempos atuais (uma surpresa pra mim, a notícia), é porque ele reconhece o talento dela.

***

* O irmão de Karolayne, Ricardo, toca viola na Orquestra Virtuosi.

Calor e telão de plasma

Ontem o clima de Gravatá estava irreconhecível. Se o pessoal que tem vindo do Recife direto para os concertos já não trazia roupa de frio, ontem o calor na Igreja Matriz justificava essa decisão. E não era o excesso de gente na igreja: pelas ruas a brisa era muito fraca.

Falando na lotação dos concertos, não sei se foi a produção do Virtuosi ou a prefeitura de Gravatá, mas providenciaram um telão de plasma (ou de LCD) para as pessoas que ficaram mais próximas à porta.

PS.: A pontualidade vem sendo exemplarmente mantida até aqui.

Jussiara Albuquerque

Ontem, após o "concerto das oito estações" (post a ser publicado ainda hoje), encontrei a professora Jussiara Albuquerque, gestora geral do Conservatório Pernambucano de 2000 a 2007.

Ela me contou que tem-se apresentado eventualmente como pianista, agora que tem mais tempo. Suas últimas apresentações foram em São Luís, no segundo semestre de 2008; em Maceió, no início de maio último; e em João Pessoa, dia 18 de junho.

Em João Pessoa, ela foi uma das solistas do concerto em dó menor para dois pianos BWV 1060, acompanhada da Sinfônica da Paraíba e regida por Marcos Arakaki.

Professora Jussiara antecipa que acontecerá um recital de trio clássico (piano, violino e violoncelo) no próximo mês de setembro, no Conservatório, em data a definir. E que em 2010 haverá um festival, também no CPM, para homenagear Chopin e Schumann. Ela tocará em ambas as ocasiões.

João Alberto

Gravatá - O Festival Virtuosi de Gravatá mostra hoje, às 11h, num espetáculo virtuoso, com o violino de Benjamin Sung, a viola de Alexandre Razera, o cello de Hrant Parsamian, o contrabaixo de Catalin Rotaru e o piano de Victor Assuncion.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Conservatório Pernambucano de Música no Festival de Inverno de Garanhuns

Programação

21 a 24 de julho

Igreja Santo Antônio

21 de Julho

16h30 - 4 Sopranos

21h00 - Orquestra Experimental de Câmara

22 de Julho

16h30 - Trio Sonata

21h00 - Duo Flauta & Piano

Rogério Acioli & Levi Guedes

23 de Julho

16h30 - Orquestra Barroca de Recife

21h00 - Allegretto

24 de Julho

16h30 – Concerto-aula da Orquestra Sinfônica Jovem do CPM

21h00 – Apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do CPM

Palco Instrumental - Parque Ruben Van Der Lin Den

23 de Julho

18h00 - Guilherme Calzavara & Homero Basílio - Violão e Percussão

19h00 - Quinteto Sopro Brasil

20h00 - Noise Viola

21h00 - Guinga

OFICINAS

Período: 20 a 24 de julho

Horário: manhã e tarde

Carga horária: 30 horas

Inscrições: Secretaria de Cultura de Garanhuns

1) Percussão popular - prof. Pássaro Gomes

2) Percussão para bandas - prof. Antonio Barreto

3) Guitarra elétrica - prof. Fred Andrade

4) Regência de bandas - prof. Crisóstomo Santos

5) Coro infantil - prof. Katarina Meneses

Local:ACIAGAM

Endereço: Av, Rui Barbosa, 749, Heliópolis – Garanhuns

CEP: 55296-290 - Fone: 3762 3312

Orquestra Experimental de Câmara

21/07 - Igreja Santo Antônio

21h00

Programa:

J.S. Bach - V Fittipaldi Fuga, da partita em ré menor para violino solo

(adaptação: João Carlos Araújo)

Heitor Villa-Lobos Bachianas Brasileiras Nº 5

(adaptação para orquestra de cordas e soprano)

- Aria (Cantilena)

- Dança (Martelo)

Solista: Anita Ramalho (soprano)

João e Raul Valença Barquinho da esperança (solo de violino)

Alberto Nepomuceno Adágio para cordas

Wascily Simões Tal pai, tal filho (Choro)

Fátima (Valsa)

Joneco no Choro - Solista Isaac Duarte

Shirley

TRIO SONATA

22/07 - Igreja Santo Antônio

16h30

Programa:

G. Ph Telemann (1681-1767)

Sonata em dó maior: Cantabile

Allegro

Grave

Vivace

J. S. Bach (1685-1750)

Sonata em fá maior (BWV 1031):

Allegro Moderato

Siciliano

Allegro

Arcangelo Corelli (1653-1713)

"La Folia"

J. E. Gramani

"Mexericos da Rabeca"

"Valsa (Seresta)"

"Deodora"

Integrantes:

Árcripo Neves - Flauta doce e direção

Andréia Rocha - Cravo/teclado

Fabiano Menezes - Violoncello

Recital de Rogério Acioli & Levi Guedes

Flauta & Piano - Igreja Santo Antônio

22/07

21h00

Programa:

J. S. BACH: Sonata BWV 1031 em Mib maior (10´)

I. Allegro moderato

II. Siciliano

III. Allegro

P. A. GÉNIN: Carnaval de Veneza (14´)

INTERVALO

H. V. LOBOS: Bachianas Brasileiras N.º 5 (3´)

O Canto do Cisne Negro (4´)

G. BIZET: Fantasia Brilhante sobre Carmen, adaptado por P. A. Génin (12´)

C. CHAMINADE: Concertino (8´)

Recital Orquestra Barroca do Recife

23/07 - Igreja Santo Antônio

16h30

Programa:

G.P. Telemann- Concerto em Som Maior para 4 Violinos

.largo e staccato
.Allegro
.Adagio
.Vivace

T. Albinoni- Sonata em Sol menor para orquestra de câmera

.Adagio
.Allegro
.Grave
.Allegro

J.S.Bach

.Overture/fuga/lantement
.Rondeau
.Sarabande
.Bourré I/Bourré II/ BourréI
.Polonaise
.Double
.Menuet
.Badinerie

A. Vivaldi-Concerto n.8 in Lá menor op 3 Para 2 violinos e orquestra

.Allegro
.Largo e espirituoso
.Allegro

ALLEGRETO

23/ 07 - Igreja Santo Antônio

21h00

Programa:

Claude Gervaise (fl. 1550) Bransle Simple

Giovanni G. Gastoldi (1557 – 1630) Canto di Primavera

Juan del Enciña (1468 – 1529) Romerico

Pierre Attaingnant (c. 1500 - 1553) Tourdion

Thoinot Arbeau (1519 – 1595) Belle qui tiens ma vie (Pavane et Galliard)

Gabriel Bataille (1630) Qui veut chasser une migraine

Michael Praetorius (1571-1612) La Volta

Springtanz (courante)

Orazio Vecchi (1550 – 1605) Gioitte Tutti

Henry VIII (1419-1547) Helas Madames

John Adson (c. 1587 – 1640) Courtly Masquing Ayres (Dança nº. 09)

Juan del Enciña (1468 – 1529) Hoy Comamos y Bebamos

Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música

24/07 - Palco Instrumental - Parque Ruben Van Der Lin Den

16h30 e 21h00

Programa:

MOZART, WOLFGANG AMADEUS

Abertura da Ópera “A Flauta Mágica”
BEETHOVEN, LUDWIG VAN


Abertura Coriolano - dó menor Op.62
VILLA-LOBOS, HEITOR

(Homenagem aos 50 anos da morte)

Bachianas Brasileiras nº 4

Prelúdio (Introdução)
II.Coral (Canto do Sertão)
III. Ária (Cantiga)
IV. Dança (Miudinho)

PEREIRA, CLÓVIS (Homenagem aos 60 anos de profissão)

Lamento e Dança Brasileira

Flora

Flora Pimentel, a jovem (e bela) fotógrafa do I Virtuosi em Gravatá, é estagiária da Continente e estuda Radialismo e TV na UFPE. São delas as fotos da minha matéria este mês sobre o Compomus e a do mês que vem sobre o Arnaldo Cohen.

O êxtase de Victor Asuncion

Como já havia dito, não assisti ao concerto de ontem à noite com Victor Asuncion porque fiz um intervalo no Recife. Mas com o relato de minha dileta ex-aluna Wilma Basto, bateu-me um arrependimento incrível. O que está expresso nas linhas dela abaixo não é nada comparável ao que ela me contou por telefone.


Por que eu perco um negócio desses?

***


Sobre o recital de Victor Assunción, ele foi ovacionado por uma igreja lotada [vide foto acima - não foi figura de linguagem]. Vi até gente com lágrimas nos olhos. Que emoção!!! Dele e nossa! Ele tocou de forma irrepreensível e com uma dose de concentração e emoção inimagináveis. Só senti uma emoção igual quando assisti Nelson Freire no Centro de Convenções há 1 ano e meio atrás. Não estou comparando, até porque cada um tem seu talento. Rafael Garcia ficou emocionadíssimo, abraçou-o como a um filho e disse: "É como se fosse meu filho".


Duas peças tão distintas, apresentando grau de dificuldade técnica e de interpretação tão elevados, mas ele foi do início (sentou e já foi tocando com força e maestria) até o fim, com o brilho de uma estrela de quinta grandeza. A emoção dele ao final foi tal, que ele levou uns 30 segundos para conseguir levantar e agredecer. Noite inesquecível!

Abraço,

Wilma

Crédito das fotos: Flora Pimentel (Divulgação)

Ópera Carmen em Barra Mansa-RJ

Cursos em Tiradentes-MG - Julho de 2009

Curso com Myriam Ribeiro de Oliveira e Elisa Freixo

Barroco e Rococó nas Igrejas de Tiradentes e São João del Rei, dias 17, 18 e 19 de Julho

O curso terá cerca 10 horas de duração, e será desenvolvido em aulas expositivas e práticas sobre a História da Música e da Arte do século XVIII. As aulas teóricas serão complementadas com visitas comentadas às Igrejas de Tiradentes, e concertos de música da época com instrumentos de tecla e o órgão da Matriz de Santo Antônio.

Aulas de música com Elisa Freixo e de História da Arte com Myriam Ribeiro serão desenvolvidas individualmente e em conjunto, estabelecendo um diálogo entre as diferentes linguagens dos períodos estudados.

Horário:

sexta feira, de 15h até 18h 15 – aula teórica

sábado pela manhã, 9h30 até 12h – visita às Igrejas Matriz de Santo Antonio e Rosário

sábado à tarde, de 15h30 até 18h – aula teórica

domingo de manhã, 9h30 até 12h - visita às Igrejas das Mercês e São João Evangelista

Local:

Casa da Elisa em Tiradentes

Concertos:

Matriz de Santo Antonio, sexta feira e sábado à noite



PAIXÃO SEGUNDO SÃO JOÃO - J.S.BACH

dias 23 a 26 de Julho de 2009

Dirigido a leigos e músicos, o curso propõe uma breve análise do período barroco, seguido por uma audição comentada da Paixão Segundo São João, uma das mais importantes obras musicais de todos os tempos.

Será feita uma leitura comentada do texto do evangelho, tradução do texto original alemão para o português, análise do texto musical e dos elementos de representação retórica e numerológica utilizados por Bach nessa obra.


Carga horária:

cerca de 16 horas distribuídas nos 4 dias
(início quinta feira 15h, término domingo 11h)

Público alvo:

qualquer pessoa que goste de ouvir música, inclusive pessoas não iniciadas em teoria musical

Local:

Casa da Elisa Freixo em Tiradentes

Informações:

32/ 3355 1676

efreixo@terra.com.br

Virtuosi se despede de Gravatá

Publicado em 10.07.2009

A celebração a um dos mais importantes compositores musicais do período clássico chega ao fim este domingo. O 1º Festival Virtuose de Gravatá, que prestou homenagem ao bicentenário da morte do compositor vienense Joseph Haydn, se despede do público com uma programação extensa e gratuita.

Esta noite é a vez da Orquestra Virtuosi de Gravatá, sob a regência do maestro Rafael Garcia, com a presença do violinista Benjamin Sung, executar obras de Astor Piazzolla e Antonio Vivaldi. A apresentação, como nos outros dias do festival, começa às 19h, na Igreja Matriz de Sant’Ana.

Seguindo até fim a proposta de oferecer música clássica de qualidade a custo zero, o último final de semana do evento inicia sua programação às 11h da manhã. O foco amanhã logo cedo vai para os instrumentos de corda e piano. Entre as peças do repertório está o Capricho n. 24 de Paganini, composto para violino solo, mas que será executado no contrabaixo pelo romeno Catalin Rotaru. Benjamin Sung, Alexandre Razera e Hrant Parsamian ainda participam do concerto do sábado.

No domingo, também às 11h, a plateia serrana poderá conferir um recital de flautas executado por Nicole Esposito e Rogério Wolf tendo Victor Asuncion ao piano. Em seguida, às 17h, o encerramento fica por conta da Orquestra Virtuosi de Gravatá, regida por Rafael Garcia e com participação do contrabaixista romeno Catalin Rotaru.
PERNAMBUCANO FAZ SUCESSO

A Igreja Matriz de Sant’Ana, em Gravatá, ficou lotada para ouvir o violoncelista Antonio Meneses, no 1º Virtuosi na cidade. Animado com os aplausos, concedeu bis: uma ária das Suítes de Bach.

PS.: Um movimento, não ária.

Virtuosi Gravatá amplia horário na reta final

No seu último final de semana, o festival Virtuosi Gravatá oferece concertos ao público em mais de um horário. Hoje, a partir das 19h, a orquestra regida pelo maestro Rafael Garcia executa obras clássicas de Astor Piazzolla e Antonio Vivaldi. Destaque para o violinista Benjamin Sung. Os concertos do sábado e do domingo começam a partir das 11h. Na manhã do sábado, o pianista filipino Victor Asuncion lidera um concerto em homenagem a Joseph Haydn, que neste 2009 é bastante festejado por conta dos 200 anos de sua morte.

No domingo, o festival apresenta uma programação diversificada com peças de Mozart, Delibes, Schocker, Enesco, Guarnieri, Fauré e Demersseman. As obras serão executadas, pela manhã, em um recital de flautas por Nicole Esposito e Rogério Wolf tendo ao piano Victor Asuncion. Às 17h, o concerto de despedida na Igreja Matriz de Sant'Ana será com clássicos da música de concerto. A Orquestra Virtuosi de Gravatá, sob a batuta do maestro Rafael Garcia, executará peças de Bach, Mozart e Haydn, além de Bottesini e Doppler. Entrada aberta ao público.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

João Alberto

Batuta - O maestro da Orquestra Sinfônica do Recife, Osman Gioia, vai reger a Orquestra Sinfônica do Teatro de Bolonha, na Itália, dia 2 de agosto, em evento que lembrará as vítimas do massacre da estação de trem da cidade, ocorrido em 1980, que resultou na morte de 85 pessoas, ferindo outras 200. A apresentação será transmitida ao vivo pela RAI, TV estatal da Itália.

O pianista Victor Asuncion faz concerto esta noite, no Festival Virtuosi, em Gravatá

Pianista filipino faz recital em Gravatá

O pianista Victor Assuncion, das Filipinas, volta a Pernambuco para participar de um recital hoje, às 19h, na Igreja Matriz de Sant'Ana, dentro do Virtuosi Gravatá. No recital, ele tocará peças do alemão Robert Schumann e do russo Modest Petrovich Mussorgsky. O Virtuosi Gravatá continua até domingo e tem entrada gratuita. Mais informações e entrevista no www.pernambuco.com.br/diversao.

PS.: O endereço certo é www.pernambuco.com/diversao

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Urna - críticas e sugestões

Foi instalada uma urna perto do estrado do maestro nos concertos do Virtuosi em Gravatá, para que o público escreva suas críticas e sugestões.

Não há formulário: você escreve o que acha que tem de escrever e coloca nome completo e telefone.

Sábado, dia 11, serão sorteados 20 DVDs dentre os comentários depositados.

***

Mais uma excelente iniciativa de professora Ana Lúcia, principalmente - faltando com a modéstia - porque a inspirei sem querer.

(Ao entrar trocar alguns e-mails com professora Ana para levantar dados em vista de um artigo do mestrado, confirmei que não existe um canal de feedback nenhum entre o público e os produtores de concertos no Estado e que as próprias pessoas não sabem que a opinião delas é importante para a melhoria dos eventos - os quais são, ao final das contas, bancados por elas mesmas)

Meneses, melhor do que nunca

Com a presença do maestro Clóvis Pereira e sua esposa, Risomar (ambos à esquerda, na foto abaixo), a segunda noite do Virtuosi em Gravatá não foi inferior em nada à primeira.


Mais uma vez maestro Rafael Garcia chamou os "sem-assento" (já que a Igreja Matriz de Santana lotou de novo) a se acomodarem pelas escadas e corredores - e foi atendido. Acrescentou também o sempre válido pedido para os jovens cederem o lugar aos mais velhos.


A Introdução e allegro de Elgar apresentou ao público a sui generis formação de quarteto de cordas solista acompanhado por orquestra de cordas.

Os aplausos mais calorosos, porém e naturalmente, estavam reservados a Antonio Meneses, que trajava um chamativo fardão chinês preto e mostrou-se, pra variar, impecável - tanto no belíssimo Concertino de Clóvis Pereira quanto no concerto em dó de Haydn (onde o público inesperadamente respeitou o intervalo entre os movimentos, sem falar que a plateia estava bem mais concentrada na performance dos músicos em relação a ontem).

(A Orquestra cometeu alguns deslizes, que quase ninguém percebeu, mas como estou na mesma pousada que os músicos, conversei com eles e me eles disseram que só tiveram tempo de fazer um ensaio, pela manhã. Então, estão desculpados - risos.)

Maestro Rafael sustentou com um discurso de dez minutos o intervalo entre as peças de Clóvis e Haydn, enquanto Meneses descansava. O principal tópico constou de uma boa notícia: a possibilidade de que no próximo Virtuosi, em dezembro, uma das noites de concerto aconteça em Gravatá. Segundo o maestro, basta um novo aceno positivo do prefeito Ozano Brito. Seria um novo acerto do prefeito, já que a edição de dezembro atrai as atenções do país inteiro.

Por fim, Meneses deu aquela saideira que todos estavam querendo: um trecho de um movimento de uma súite de Bach. "Trecho" porque o público começou a aplaudir em uma pausa e Meneses não quis dizer nada, comportou-se com a maior naturalidade, como se peça tivesse mesmo acabado.


Daqui, o violoncelista segue para Campos do Jordão e retorna para Pernambuco dentro de duas semanas para tocar em Garanhuns.

***

Nesta quinta farei um pit stop no Recife, pra ver se consigo estudar um pouco, e retorno a Gravatá na sexta, para ver os últimos concertos.

Já estou no aguardo da programação do Virtuosi na Serra, em Garanhuns. Estarei por lá, novamente, se Deus quiser.

***

Crédito das fotos: Carlos Eduardo Amaral

CD de Meneses

Somente corrigindo Scarpa, na matéria abaixo, o CD mais recente de Antonio Meneses lançado no Recife foi o Soirées Musicales, em que o violoncelista toca ao lado da pianista Celina Szrvinsk. CD que todos os jornalistas presentes na coletiva de imprensa do Virtuosi 2008, no Mingus, recebemos.

O violoncelo poderoso de Meneses no Virtuosi

Músico pernambucano que está entre os mais conceituados da atualidade apresenta-se, hoje, tocando o Concerto nº 1 em dó maior, de Haydn, e o Concertino, de Clóvis Pereira

Paulo Sérgio Scarpa

scarpa@jc.com.br

O violoncelista Antonio Meneses, que está entre os mais conceituados da atualidade, apresenta-se, hoje, às 19h, no 1º Virtuosi Gravatá, tocando o Concerto nº 1 em dó maior, do compositor austríaco Joseph Haydn. O músico estará acompanhado da Orquestra Virtuosi, sob a regência de Rafael Garcia. No ano do bicentenário da morte de Haydn.

A mesma obra será apresentada dia 10 no 40º Festival de Inverno, em Campos de Jordão (SP), com a Orquestra Sinfônica Brasileira regida por Roberto Minczuk. O artista, que já tem agenda definida até novembro, com apresentações na Itália e Alemanha, tocará ainda o Concertino para celo e orquestra de cordas, do pernambucano Clóvis Pereira, obra escrita especialmente para ele.

Os concertos do 1º Festival Virtuosi de Gravatá, que acontecem sob a regência do maestro Rafael Garcia à frente da Orquestra Virtuosi, formada por jovens músicos pernambucanos, estão sendo realizados na Igreja Matriz de Sant"Ana e sempre com entrada gratuita.

Ganhador da medalha de ouro no Concurso Internacional Tchaikovsky de Violoncelo, em 1982, em Moscou, e solista das mais importantes orquestras da Europa e Estados Unidos, Antonio Meneses nasceu em 1957, no Recife, numa família de músicos. Seu pai foi primeira trompa da Ópera do Rio de Janeiro.

Meneses começou a estudar violoncelo aos dez anos de idade. Aos dezesseis conheceu o violoncelista italiano Antonio Janigro, que o convidou a frequentar suas aulas em Düsseldorf e Stuttgart, na Alemanha. Em 1977, ganhou o 1º Prêmio no ARD, Concurso Internacional de Munique.

Meneses já tocou com as principais orquestras do mundo, como a Filarmônica de Berlim, sob a regência de Herbert von Karajan, com quem gravou Don Quixote, de Richard Strauss, a Sinfônica de Londres, a Sinfônica da BBC, a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdã, a Sinfônica de Viena, a Filarmônica Checa, a Filarmônica de Moscou, a Filarmônica de São Petersburgo, a Filarmônica de Israel, a Filarmônica de Nova Iorque, a National Symphony Orchestra (Washington D.C.) e a Sinfônica NHK de Tóquio, entre outras.

Entre os maestros com quem colaborou estão Herbert von Karajan, Riccardo Muti, Mariss Jansons, Claudio Abbado, André Previn, Andrew Davis, Semion Bychkov, Herbert Blomstedt, Gerd Albrecht, Yuri Temirkanov, Kurt Sanderling, Neeme Järvi, Mstislav Rostropovich, Vladimir Spivakov e Riccardo Chailly.

Antonio Meneses tem, também, seleta discografia (disponível na Livraria Cultura e na Saraiva do Shopping Center Recife): Concerto para violino e violoncelo, de Johann Brahms, com Anne Sophie Mutter, e Don Quixote, de Richard Strauss, duas gravações para a Deutsche Grammophon, com Herbert von Karajan e a Orquestra Filarmônica de Berlim. Gravou também o Concerto para violoncelo, de Eugene D"Albert, e obras de David Popper, com a Orquestra Sinfônica de Basiléia, os três concertos para violoncelo de Carl Philip Emanuel Bach, com a Orquestra de Câmara de Munique (pela Pan Classics), as Seis suítes para violoncelo solo, de Johann Sebastian Bach (pela Nippon Phonogram), o Trio com piano, de Pietr Illitch Tchaikovsky (pela EMI-Angel), os concertos e a fantasia para violoncelo e orquestra, de Heitor Villa-Lobos (pela Auvidis-França), a obra completa para violoncelo e piano de Villa-Lobos, com a pianista Cristina Ortiz (pela Pan Classics), as Seis suites para violoncelo, de J.S.Bach (pela Avie). Seu mais recente CD, lançado no Recife em 2008, tem obras de Schumann e Schubert, com o pianista Gérard Wyss (Avie).

João Alberto

O violoncelista pernambucano Antônio Menezes, um dos maiores nomes da música erudita no mundo, é a atração do Festival Virtuosi, hoje, em Gravatá.

Antonio Meneses brilha em Gravatá

O violoncelista pernambucano Antônio Meneses é a estrela do festival Virtuosi Gravatá, que acontece hoje, na Igreja Matriz de Sant'Ana, em Gravatá, a partir das 19h. Meneses irá solar, à frente da Orquestra Virtuosi, peças de Haydn (Concertino para cello e orquestras de cordas em sol maior e Concerto em Dó maior). Gratuito.

Ensaio de Victor Asuncion

Agora de tarde dei um pulinho na Pastelaria do Chinês, na praça da Igreja Matriz, para beliscar alguma coisa a título de almoço, mesmo tendo passado das três.

Fui acompanhado por Valdir Oliveira, ex-aluno de meu curso*, e sua amiga Vânia Maciel, pois estamos todos na mesma Pousada Casulo, a menos de cinco minutos da igreja. É a mesma pousada dos músicos da Orquestra Virtuosi de Gravatá**, que passam o dia todo tocando no salão de jogos ou nos corredores***.

Ao passarmos pela igreja, percebemos que um músico estava ensaiando. Era Victor Asuncion, que fará o concerto da noite de amanhã (quinta), tocando o Carnaval de Schumann e Quadros de uma exposição de Mussórgski****. O piano mais soava como um órgão, devido à acústica local, ideal para a sonoridade do Coral das Bachianas n° 4.

Decidimos assistir ao resto do ensaio para compensar nossa ausência amanhã à noite, pois voltaremos ao Recife nesta quinta para subir até Gravatá de novo na sexta.

Quem gosta de repertório pianístico romântico, testemunhará uma excelente execução.

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* Outros dois ex-alunos que encontrei ontem, e a quem mando meu abraço, foram Wilma Basto (sempre Wilma), que levou um livro sobre João Carlos Martins para o próprio autografar, e Johnny Araújo, da assessoria de imprensa do Banco do Brasil no Recife. Por sinal, a quantidade de pessoas que vieram do Recife pra cá é expressiva.

** Os mesmos músicos da Camerata Armorial e da Orquestra Jovem de Pernambuco.

*** Os solistas (V. Asuncion, JC Martins, Catalin etc.) ficam no Hotel Vila Hípica enquanto eu pago 55 reais por um quarto decente na Pousada Casulo. No VH, pagaria cerca de 300.

**** Escrito assim, já para seguir as convenções de transliteração de nomes russos para o português, como observado pelos tradutores de O resto é ruído, de Alex Ross - que me parecem as que foram propostas por Lauro Machado Coelho e seguidas primeiramente pela Editora Algol.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Grande abertura


Pontualmente às 19h, pelo menos no meu relógio, o mestre de cerimônias (que desta vez não foi o Marcelo Jaffé) chamou o maestro Rafael Garcia; o prefeito de Gravatá, Ozano Brito, e o Padre Joselio Gomes para os pronunciamentos oficiais de abertura do I Virtuosi em Gravatá.

Formalidades cumpridas, com concisão e objetividade, maestro Rafael causou uma das maiores surpresas de todas as edições do Virtuosi, seja o Virtuosi propriamente dito, seja os "apensos", como o Virtuosi Brasil ou o Virtuosi na Serra: pediu para que todos ficassem de pé e botou a Orquestra Virtuosi para tocar o Hino Nacional Brasileiro.

A surpresa não foi essa, foi - antes do "Ouviram do Ipiranga" - ele virar-se para o público e fazer todos cantarem o hino. Nos primeiros segundos, houve um certo medo de soltar a voz, logo posto abaixo. Com aquele gesto rogatório de crescendo e a postura inarredável de Rafael não teve como ficar impassível. E em pouco tempo, o público correspondia até aos decrescendo.

Inconscientemente, o público teve a o oportunidade de se colocar sob a ótica dos músicos da orquestra e entender intuitivamente o gestual e a expressão emocional de um regente. Mais do que isso, foi de um inusitado e bem sucedido diálogo com o público.

João Carlos Martins, chamado por Rafael Garcia, entrou aplaudido de pé e regeu um divertimento para cordas de Mozart e a segunda suíte para flauta de Bach, com Rogério Wolf de solista.

Depois da suíte, Rafael pediu que as pessoas que estavam sem assentos (quase a mesma quantidade dos bem sentados) que se acomodassem da forma que pudessem: pelo chão, pelas escadas em volta dos músicos... Algo que o jovem pianista Victor Araújo havia feito na Mimo 2007. O público sentiu-se prestigiado nas duas ocasiões e atendeu.

Mais ainda, a situação mostrou que Gravatá comporta, merece e precisa de um teatro e pode virar uma Campos do Jordão nordestina. O ideal mesmo seria que o Circuito do Frio inteiro (Gravatá, Garanhuns, Pesqueira, Taquaritinga do Norte e Triunfo) tivesse uma programação erudita.

Rafael Garcia ainda frisou o marasmo do cenário musical erudito pernambucano durante a década de 90 (quando o maestro estava morando nos EUA) e a abnegação da esposa, Ana Lúcia Altino Garcia, que deixou a carreira pianística para se dedicar à produção artística do Virtuosi.

O concerto de abertura continuou com a expressão alegre de João Carlos Martins regente dando lugar à expressão dolorida do JCM pianista, que mudou a ordem das músicas ad libitum e tomou o microfone para chamar Rafael e Ana Lúcia Garcia de "os dois últimos dons quixotes da música clássica brasileira".

Por fim, JCM pediu que todos ficassem de pé e deu de presente sua sincera interpretação do Hino Nacional Brasileiro - com apenas três dedos no teclado, que nem por isso deixou de ser hipnótica. Suas últimas palavras na apresentação enfatizaram que "superação não é eu tocar desse jeito, é levar a música a todos os segmentos da sociedade".

***

Os pontos negativos, nada relativos à produção do evento, ficaram por conta de uma telejornalista que estava gravando suas chamadas enquanto a orquestra tocava... Aliás, isso deu pra relevar - relevei até os cochilos e as crianças filhas de pais mal-educados, embora eu tenha visto mães exemplares que pediam pros filhos não falarem.

Claro está que crianças sempre são bem-vindas ao mundo da música, o problemas são as crianças de colo e as que vão obrigadas. Quanto às demais, cabe os pais dar aquele toque de educação.

E o outro ponto é para o banco da igreja, que minhas costas não aguentam (risos) - mas isso não tem como resolver de uma hora pra outra.

***

Crédito da foto: Flora Pimentel (Divulgação)

Virtuosi leva grandes nomes a Gravatá

Publicado em 07.07.2009

Pianista e regente João Carlos Martins abre hoje o festival, que segue até domingo, na Igreja Matriz de Sant’Ana. Antonio Meneses, Catalin Rotaru e Benjamin Sung estão entre as atrações


Paulo Sérgio Scarpa

scarpa@jc.com.br

Em grande estilo, tem início hoje, às 19h, 1º Virtuosi de Gravatá, festival de música erudita, o com a participação do pianista e regente João Carlos Martins (paulista), o violoncelista Antonio Meneses (pernambucano), o pianista Victor Asuncion (filipino), o flautista Nicole Esposito (EUA), o contrabaixista Catalin Rotaru (romeno), o violinista Benjamin Sung (EUA) e o violoncelista Hrant Parsamian (búlgaro), entre outros. Gravatá, prevê o prefeito Ozano Brito, tem tudo para se transformar com o passar dos anos em uma nova Campos de Jordão (SP), que há 40 anos mantém seu Festival de Inverno. Os concertos serão realizados com entrada franca, na Igreja Matriz de Sant’Ana, até domingo.

O festival, produzido pela pianista Ana Lúcia Altino ao custo de R$ 150 mil, através da Lei Rouanet e parcerias com a iniciativa privada, será aberto com a João Carlos Martins regendo a Orquestra Virtuosi, formada por jovens músicos pernambucanos, montada especialmente para o festival pelo maestro Rafael Garcia.

Especialista em Johann Sebastian Bach, de quem gravou a íntegra do Cravo bem-temperado para piano, João Carlos Martins estará também ao piano interpretando obras de Bach, Tom Jobim e Banden Powell apesar da lesão nas duas mãos provocadas por esforço repetitivo (LER), o que fez abandonar a carreira de pianista, a qual retorna, aos poucos, apesar da enfermidade e da deformação física em alguns dedos.

Segundo o prefeito Ozano Brito, Gravatá precisa ter um centro cultural, com auditório (teatro/cinema), blibioteca e salas de aula para abrigar o festival de múisica erudita e outros eventos. Para isso, espera contar com a ajuda de empresários e dos governos federal e estadual porque o município, diz ele, não tem condições de bancar o empreendimento. Para conhecer melhor a estrutura de um festival de música, Ozano Brito viaja este mês para Campos de Jordão.

Dia a dia

Renata Campos acertou ao convidar a orquestra Os meninos de Limoeiro para tocar na Fenearte. O garotos fizeram sucesso.

João Carlos Martins e sua música

Entrevista: João Carlos Martins "Músico"

HUGO VIANA
Um fato curioso marcou a carreira do pianista João Carlos Martins, no final dos anos 1960. Depois de um concerto no Carnegie Hall, em Nova Iorque, ele recebeu uma dica do pintor Salvador Dalí, durante um jantar no restaurante Russian Tea Room. “Diga a todos que você é o maior intérprete de Bach, algum dia vão acreditar. Faz trinta anos que digo ser o maior pintor do mundo e já há gente que acredita”, disse Dalí. João não precisou recorrer ao conselho do artista. No período entre este show e os dias de hoje, o brasileiro se firmou como um dos expoentes da música erudita no cenário mundial. Atualmente, aos 69 anos, o compositor não consegue tocar piano com o mesmo vigor - o pianista desenvolveu uma lesão por esforço repetitivo (LER). Hoje, João Carlos se dedica à regência da Bachiana Filarmônica e da Bachiana Jovem, orquestras paulistas.

Como você recebeu a notícia de que não poderia trabalhar como pianista?
Procurei me afastar o máximo possível da rotina musical. Passei para outra área, virei empresário de boxe. Em 1973, trabalhei com Éder Jofre. Mas isso foi uma mágoa momentânea. Hoje, posso perder os dois braços que ainda quero estar em contato com o mundo da música.

Você irá tocar piano neste Virtuosi. Como será essa exibição?
Irei tocar com apenas três dedos. Brinco que, quando comecei minha carreira, tocava numa escala de 21 notas por segundo. Hoje, é o contrário: uma escala de 21 segundos por nota. Mesmo assim, estou muito feliz por trabalhar com música. Como não consigo tocar piano como antes, comecei a estudar regência, em 2003. Gosto de reger as obras de Beethoven, principalmente a Nona Sinfonia.

Qual a expectativa de participar desta edição do Virtuosi?
Acredito que Rafael Garcia, o diretor artístico do festival, é um dos últimos idealistas do Brasil. Sua coragem e a qualidade dos eventos em que ele trabalha são lições para as pessoas que atuam em São Paulo e no Rio de Janeiro. E, ainda por cima, ele e Ana Lúcia Altino, diretora geral do Virtuosi, trabalham com pouco dinheiro. Além de ótimos músicos, ambos têm visão empreendedora.

E o que o senhor acha dos outros artistas que participarão do Virtuosi?
Conheço alguns. Aprecio o trabalho de Antonio Meneses. Gosto do festival porque Ana e Rafael só convidam feras. Dessa forma, também me considero como um desses “feras”.

Programação
Hoje - 19h
Orquestra Virtuosi de Gravatá
João Carlos Martins, regente

Amanhã - 19h
Orquestra do Festival
Antonio Meneses, cello
Rafael Garcia, Regente

Dia 09 - 19h
Recital de Piano
Victor Asuncion

Dia 10 - 19h
As 4 Estações de Vivaldi & Piazzolla
Benjamin Sung, violino
Orquestra Virtuosi de Gravatá
Rafael Garcia, regente

Dia 11 - 10h30
Celebrando Haydn
Benjamin Sung, violino
Alexandre Razera, viola
Hrant Parsamian, cello
Victor Asuncion, piano

Dia 12 - 10h30
Recital de Flautas
Nicole Esposito & Rogério Wolf

17h
Orquestra Virtuosi de Gravatá & Solistas
Rafael Garcia, regente

Semana de frio e música erudita

Primeira edição do festival Virtuosi em Gravatá traz nomes de peso no cenário de música clássica

HUGO VIANA
Gostar de música erudita é, no Recife, quase uma atitude de resistência cultural. Entre tantas festas “populares”, o “clássico” aparece perdido, sob a injusta pecha de complicada ou excessivamente intelectual. A dificuldade no trajeto para se aproximar dos autores canônicos, como Haydn, Ravel, Pizzolla, Vivaldi e Schumann, é recompensada pelo choque sensorial provocado pelas construções harmônicas destes compositores. Para mudar um pouco este quadro, e aumentar a divulgação da música erudita, as obras dos cinco artistas, além de 21 outros nomes importantes da história do estilo, serão interpretadas para o público na primeira edição do Virtuosi em Gravatá. O festival, gratuito, que já existe no Recife desde 1998, ocorre entre os dias 7 e 12 de julho, na Igreja Matriz de Sant’Ana.

Ana Lúcia Altino, pianista e diretora geral do Virtuosi, diz que, para reverter esta posição ocupada pelo gênero erudito dentro do mercado musical pernambucano, algo entre o restrito e o não-lugar, é imprescindível apresentar um evento de qualidade: “Se o primeiro contato com a música clássica for positivo, é provável que mais pessoas irão se interessar pela beleza desse estilo e outras chances apareçam”, opina.

Para tanto, o Virtuosi repete, em termos conceituais, o cuidado na escalação dos músicos convidados. Além do recifense Antonio Meneses (violoncelo), homenageado na edição 2004 do Virtuosi, compõem a lista artistas experientes, como João Carlos Martins (regente), Alexandre Razera (viola), Benjamin Sung (violino), Catalin Rotaru (contrabaixo), Hrant Parsamian (violoncelo), Nicole Esposito (flauta), Rogério Wolf (flauta) e Victor Asuncion (piano).

Ana Lúcia explica que fazer a série de concertos em Gravatá era um desejo antigo. Para a pianista, o município é um lugar propício para a realização de um festival de música clássica. “O charme de Gravatá, que tem todas as características de Campos do Jordão (SP) nos anos 1970, quando ali se iniciou o Festival de Inverno, aliado ao clima e a proximidade de Recife (cerca de 80 quilômetros) vão ajudar a criar um ambiente agradável para esta edição do Virtuosi”, explica Ana.

Caso a previsão de Ana se confirme e a procura pelos concertos seja grande, há a possibilidade não só de iniciar uma série de edições do festival em Gravatá, mas também levar o espetáculo a outros lugares de Pernambuco. “A situação ideal seria se o Virtuose se apresentasse em várias cidades. Desta forma, estaríamos divulgando para mais pessoas a beleza da música erudita”, explica Ana. “Mas isso depende do interesse político. É preciso vontade política para, de fato, fazer um evento como este”, completa.

Esta edição do Virtuosi contou com a ajuda da prefeitura de Gravatá. O prefeito do município, Ozano Brito (PSDB), comentou em coletiva de imprensa que a única parceria definida até o momento, além do benefício da Lei Rouanet, foi com a empresa Minasgás. Ele adianta que a Fundarpe sinalizou interesse em apoiar a iniciativa, mas ainda é preciso acertar detalhes com Luciana Azevedo, presidente da Fundação. A prefeitura de Gravatá ainda busca novos parceiros para ajudar a custear o evento, estimado em R$ 150 mil. “Caso não consiga atingir esse valor, a prefeitura irá completar o que faltar”, revela Ozano. O prefeito acredita que um evento como o Virtuosi pode agregar uma nova dimensão na imagem cultural do município. “Levar o Virtuosi para Gravatá vai nos ajudar a atrair investidores e captar recursos”, pontua o prefeito.

É uma verdade

Essa reportagem abaixo, feita por Michelle de Assumpção no Diário, resume bem quem é o Rafael Garcia músico e as dificuldades que ele e a esposa sempre enfrentam para expandir o Virtuosi.

Falo neste momento sem a menor conotação personalista ou intenção de render elogio direto - é uma verdade que ninguém no cenário musical erudito pernambucano pode negar, nem os detratores do maestro: não há produtores pernambucanos que sejam tão empreendedores e bem sucedidos na movimentação da indústria cultural local, representando a música clássica, quanto o casal Garcia.

Espero não ter de ficar repetindo isso.

O eloquente maestro do Virtuosi

Para defender a música erudita, Rafael Garcia exercita seu espírito crítico afiado

Michelle de Assumpção
michelleassumpcao.pe@diariosassociados.com.br


O senso crítico irrefreável é uma marca que anda ao lado da capacidade técnica, artística e ao mesmo tempo

Garcia diz que, quando fala com o público, é um grito de desespero por não poder modificar a realidade do estado. Foto: Hans von Manteuffel/Divulgação
empreendedora do maestro chileno, radicado no Recife, Rafael Garcia. Hoje, quando for inaugurado o Festival Virtuosi de Gravatá, Garcia será seu principal porta-voz. Qualquer pessoa que já o tenha assistido sabe que ele costuma alternar regência e discurso. Pode apenas apresentar o compositor da obra, mas Garcia é mestre também em contextualizar a música erudita dentro do seu mercado e não esconde do seu público o trabalho que é produzi-la a partir dos caminhos possíveis nos dias de hoje: o patrocínio. Não alisa. Se for para falar dos governantes, fala, mesmo se de alguma forma eles contribuíram na viabilização do evento. Um dos seus principais argumentos é o que compara os investimentos públicos feitos em música popular, em detrimento ao realizado para o desenvolvimento da música de escolas e conservatórios.

"Quando eu falo com o público, é um grito de desespero ante a impotência de não poder modificar a realidade estática de nosso estado. Imagine em doze anos do festival Virtuosi, que é um dos maiores do país, se por uma parte temos um público fantástico, por outro lado as autoridades culturais brilham por sua ausência, além da dificuldade tremenda que se tem para conseguir apoio. Tudo isto machuca para quem dá o suor e o sangue por este movimento. Minha luta não é pessoal, é para deixar um caminho com menos pedra para a juventude que acreditou num futuro promissor envolvendo-se com a música clássica", responde Garcia. O maestro de fato mudou a cena da música erudita em Pernambuco, ao lado da mulher, a pianista Ana Lúcia Altino.

Dono de uma trajetória que foi uma constante evolução no meio da música erudita, Garcia é do tipo obstinado e linha dura. O pai, que colocava óperas para que o pequeno Rafael e todos os irmãos ouvissem, queria mesmo era que ele fosse médico. Formou-se na profissão desejada pelo pai, mas só para entregar-lhe o diploma. Seguiu no encalço da música, desde muito cedo. Iniciou os estudos de violino na cidade natal de Santiago do Chile. Aos 16 anos, já tocava na Filarmônica de Santiago. Aos 18, na Filarmônica de Estocolmo. Aos 21 anos ganhou bolsa de estudos do governo alemão e estudou na Academia Superior de Música de Detmold. Estudou mais na Europa e participou de diversos concursos e festivais.

Ao lado dos projetos, as boas críticas foram lhe empurrando para figura das mais bem articuladas no meio. Poucos sabem, mas o maestro também teve passagens pela música pop, quando foi spalla de Elis Regina e Roberto Carlos. "Isso foi na época em que morava em São Paulo. Então fui convidado para ser spalla da orquestra do Falso brilhante, com Tom Jobim e Elis Regina. Esta experiência me marca até os dias de hoje, já que foi um privilégio trabalhar com esses dois artistas. Fui também spalla da orquestra de Roberto Carlos durante um ano, realizando várias excursões pelo interior do estado de São Paulo", conta o maestro.

Os filhos,sobretudo os que também seguiram seus passos, contribuem para a missão da família Garcia/Altino enquanto promotores da música erudita no Recife. Rafael Altino (viola) e Leonardo Altino (cello) geralmente estão em seus respectivos períodos de férias nos Estados Unidos e Europa, onde moram, quando vêm ao Brasil participar das edições do Virtuosi. Garcia considera-se mais pessimista que Ana Lúcia. Segundo ele, foi a mulher quem vislumbrou que o Virtuosi seria uma realização de sucesso. Em vários sentidos, afinal, o Virtuosi para a família do músico não é apenas a forma de movimentar e resgatar a vida musical do Recife. É também a melhor época para juntar todos os filhos, e seus amigos. "É um grande festival e é uma grande reunião de família. Deu certo! O desafio foi e continua sendo enorme. Mas o sucesso de cada edição alimenta a nossa vontade de continuar e de enfrentar esse desafio", conta.

Foco

O dia

Tem início, hoje, e segue até domingo o Festival Virtuosi de Gravatá, com presenças de nomes comemorados mundialmente, a exemplo do maestro João Carlos Martins e do violoncelista Antônio Menezes, que são brasileiros, mais o flautista Rogério Wolf e o pianista Victor, estrangeiros.

PS.: Rogério Wolf é brasileiro também e o pianista se chama Victor Assunción, filipino.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Sonata de Kaplan

No site da Continente este mês vocês podem ouvir o primeiro movimento da Sonata para piano de José Alberto Kaplan. A obra completa, bem como a partitura, está disponível no site do Compomus.

Dicas de Alex Ross

Em seu blog, cujo título é o mesmo de seu atual [e excelente] best seller O resto é ruído, Alex Ross indica um bocado de outros blogs sobre música clássica, incluindo de críticos. Clique no título do post para ver.

Título modificado

Acabei de ver agora pela Internet que o título e o subtítulo da minha matéria este mês pra Continente (vide trecho abaixo) foi modificado durante o processo de edição.

Vez ou outra acontece de um título ser mudado a critério dos editores, mas esta foi a primeira vez que um subtítulo meu foi alterado, para ser coerente com o título novo.

Para evitar que conotações, ou sob que pretextos isso ocorreu, não sei - não discuto porque gosto de ficar com o benefício da dúvida e confiar que quem vê de fora julga melhor.

Mas já que este blog é uma outra voz que possuo, deixo registrado os originais, como eu havia concebido:

O nascedouro da nova música paraibana

Laboratório de Composição Musical da UFPB estimula jovem geração de compositores eruditos e divulga obras inéditas em parceria com grupos instrumentais locais

Espaço para criação de música erudita

Escrito por Carlos Eduardo Amaral



Laboratório de Composição Musical da UFPB estimula parceria com grupos instrumentais paraibanos, realizando pesquisas e acervos documentais sobre repertório nacional

Boa parte dos grandes compositores eruditos do século 20, em particular dos Estados Unidos, passou pelas mãos da mais conceituada professora de composição da história da Música, Nadia Boulanger (1887-1979), no Conservatório Americano de Paris. Boulanger, no entanto, por mais que transmitisse sólidos conhecimentos aos seus alunos, muitos dos quais cruzavam oceanos para vê-la, nunca lhes quis impor uma concepção estética: seu objetivo era ajudá-los a descobrir o próprio estilo.

Assim, a mestra francesa tutoreou jovens nomes tão consagrados mais tarde quanto Copland, Gismonti, Piazzolla e Quincy Jones – todos na casa dos 20 ou 30 anos. Esta é a faixa de idade de grande parte dos alunos de um projeto de extensão que nasceu em 2002, dentro do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba, e vem revelando talentos cujas obras têm circulado discretamente pelo Brasil nos últimos anos.

No início, o Laboratório de Composição Musical da UFPB, ou simplesmente Compomus, realizava pesquisas e acervos documentais sobre música brasileira, mas a criação de cursos de composição voltados não somente aos discentes acadêmicos, algo sem similar no país, deu um novo impulso ao projeto e desencadeou parcerias com grupos instrumentais profissionais e juvenis para divulgar as obras despertadas com as aulas.


Leia a matéria na íntegra na edição 103 da Revista Continente.

Serenata em homenagem a Lula

Publicado em 06.07.2009

PARIS – O silêncio e a discrição com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendia marcar seu final de semana de repouso com a família na capital francesa foi quebrado pelo encanto de uma serenata, ontem.

Atraído pelos acordes de Bach, Paganini e Mendelssohn, executados pelo violinista taiwanês Howard Yang, uma das estrelas do Ensemble Orchestral de Paris, o presidente e a primeira-dama aplaudiram o espetáculo improvisado na sacada da mansão do embaixador.

A apresentação improvisada aconteceu por volta de 11 horas, sob o sol do verão europeu. Ao conversar com jornalistas brasileiros e ser informado da presença do chefe de Estado do Brasil na casa do embaixador, Yang sacou de seu estojo um violino Jean-Baptiste Vuillaume, do século 19. Com o instrumento em uma das mãos e com um arco Fonclause fabricado com madeira do Brasil na outra, o músico executou trechos de Prelúdio, de Bach, Caprice, de Paganini, e Concerto para Violino, de Mendelssohn.

O efeito imediato foi a primeira aparição pública do presidente no domingo. Das janelas da mansão, surgiram a primeira-dama e, instantes depois, Lula, sorridentes e visivelmente seduzidos pelo talento de Yang. Ambos acompanharam, da sacada, à apresentação improvisada. Lula se retirou primeiro, aplaudindo-o antes. Marisa Letícia deixou a sacada minutos depois. Com a continuidade do espetáculo, o casal retornou ao balcão mais uma vez.

Formado nas prestigiosas escolas do Conservatório Nacional Superior de Paris, Conservatório Real de Bruxelas e na Escola Normal de Música, Yang se mostrava feliz com a repercussão de sua apresentação. “Foi divertido, não? Acho que foi bom, imagino eu”, brincou o músico. “Já toquei para gente muito importante, mas não dessa forma. Comunicar-me assim, do balcão, foi minha primeira vez. Foi tocante.”

“Plateia tem que vaiar”, diz crítico do New Yorker

Publicado em 06.07.2009

“A música precisa de plateias que não tenham medo em dizer que odeiam. As pessoas estão muito educadas. É preciso acabar com esse pudor em gritar ‘não gostei disso, booo’”. A frase é do crítico de música clássica da The New Yorker e autor do romance de não-ficção O resto é ruído, Alex Ross. Ele conversou com a reportagem do JC sábado à tarde, enquanto esperava o início da palestra de Gay Talese na Flip.

“As plateias estão muito comportadas. Há uma idéia estabelecida de que, se você estiver num concerto de música clássica, tem de gostar, de que não pode se exaltar nem demonstrar paixão. Precisamos de plateias apaixonadas, que não fiquem apenas aplaudindo baixinho”, reclama Ross. O resto é ruído (finalista do Prêmio Pulitzer ano passado) é um tratado de como os grandes compositores do século 20, colocados hoje em altares intocáveis e santificados, viveram (na maioria das vezes) de maneira escandalosa e receberam respostas nada comportadas do público.

O livro começa com a ruidosa estreia da ópera Salome, de Richard Strauss, em maio de 1906, para as cabeças coroadas na cidade austríaca de Graz. A apresentação foi cercada por um frisson hoje impensável. “A première acontecera em Dresden cinco meses antes, e corria a história de que Strauss passara dos limites com essa criação, um espetáculo bíblico ultradissonante, baseado numa peça de um degenerado irlandês cujo nome não se mencionava em sociedade”, escreveu Ross.

“Muitos dos compositores que vemos aí, tratados como clássicos, como deuses, tiveram uma vida underground. Beethoven é um ótimo exemplo disso”, diz. Ross confessa que assiste a concertos por todo o mundo em busca de algo surpreendente. “Os compositores atuais voltaram ao básico em suas composições. Poucos se arriscam em algo grandioso, radical. Mas, ao contrário de muitos críticos, ainda acho que a música é o lugar para o choque, apenas não vivemos mais num mundo polarizado entre tradicional X vanguarda.”

Será que essa música menos polarizada também não gerou discussões menos polarizadas sobre música na imprensa? “Talvez nos grandes jornais, sim. Mas tem muita gente escrevendo com paixão sobre música pelos blogs”, acredita o jornalista, responsável pelo www.therestisnoise.com. Alex Ross defende que os críticos deveriam ter menos preconceito na hora de julgar os artistas e compositores, que se arriscam para além do território do comportado. Dessa forma, foi irresistível comentar com ele sobre o caso do pernambucano Vitor Araújo, que recebe várias críticas por seu comportamento pouco ortodoxo na hora de tocar piano, unindo All Star e Radiohead. “Deveria ser mais importante a maneira como o artista toca, a técnica que ele tem, do que como ele se comporta em público ou como se veste. Isso não é importante. Quanto a tocar Radiohead, bem... É complicado, não por que ache proibido, apenas que eu acabo preferindo sempre o Radiohead original. No século 19, os concertos misturavam vários estilos de música, vários universos, e não havia problemas.”

João Alberto

Erudita - O violoncelista Antônio Meneses e o maestro e pianista João Carlos Martins estão entre as principais estrelas do 1º Virtuosi de Gravatá, de amanhã a domingo. Um evento de altíssimo nível organizado por Rafael Garcia e Ana Lúcia Altino.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Catalin

Pra variar, Catalin Rotaru está de volta a Pernambuco. Mais outra chance de ver um dos melhores, senão o melhor, contrabaixistas do mundo nos últimos tempos. Ele repetirá em Gravatá um de seus bis mais espetaculares: a transcrição do 24° capricho de Paganini.

Amigo de longa data da família Garcia, nas últimas viagens, o romeno (que fala francês e inglês) tem feito questão de que conversem em português com ele, tamanhas as viagens que faz pra cá.

Música clássica em Gravatá

Publicado em 05.07.2009

Ao longo desta semana, a partir da terça-feira, a igreja matriz de Gravatá recebe o Festival Virtuose, reunindo nomes como o do maestro e pianista João Carlos Martins, o violoncelista Antônio Meneses, o flautista Rogério Wolf e o pianista Victor Asuncion. O festival é produzido pela pianista Ana Lúcia Altino e tem direção artística do maestro Rafael Garcia. Os concertos serão abertos ao público e começam às 19h durante os dias úteis e às 11h da manhã no sábado e domingo. A abertura será com o maestro João Carlos Martins regendo a Orquestra Virtuosi de Gravatá, montada para o festival, que vai executar duas peças de Bach. Em seguida se apresenta o violista Alexandre Razera e o violoncelista búlgaro Hrant Parsamian.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Duo Lachrimae - Gisele Diniz (soprano), Jorge Santos (violão). Dia 6 de julho, segunda-feira, às 20h30

UM TOQUE DE CLASSE
apresenta
DUO LACHRIMAE
Gisele Diniz (soprano) & Jorge Santos (violão)
No programa, obras de John Dowland, Henry Purcell, Benjamin Britten, Leo Brower, Marlos Nobre e Villa-Lobos.
Dia 6 de julho, segunda-feira às 20h30 - R$25,00.
ESPAÇO CULTURAL MAURICE VALANSI
Rua Martins Ferreira, 48 - Botafogo - RJ, RJ.
Tel para reserva: 2527 4044

Alex Ross pede desculpas por não destacar Villa-Lobos em livro

Em participação, ele uniu música erudita e a história do século 20.Autor de 'O resto é ruído' participou de mesa na Flip.

Shin Oliva Suzuki Do G1, em Paraty


O jornalista Arthur Dapieve (mediador), à esq., e o crítico musical Alex Ross durante mesa da Flip (Foto: Shin Oliva Suzuki/G1)

Alex Ross, crítico de música e autor de 'O resto é ruído', livro que coloca em paralelo a trajetória da música erudita e a história do século 20, pediu desculpas por não ter destacado o brasileiro Villa-Lobos e outros compostores do país em sua obra. Ele participou da Festa Literária Internacional de Paraty na manhã deste sábado.


"Tive que fazer escolhas para o meu livro. E, sentado aqui, diante dessa platéia, peço desculpas", disse, provocando risadas.

Em conversa com o jornalista Arthur Dapieve, ele passou pelos principais pontos de seu livro, que ganhou edição brasileira recentemente. Compositores clássicos como Stravinsky e Prokofiev e, principalmente, suas vidas e o impacto de suas obras na sociedade foram um dos pontos principais abordados na mesa.

Sobre a rejeição a dissonâncias e ao barulho, mesmo pelo público familiar à música erudita - enquanto pintores que provocaram frisson em seus trabalhos mais radicais como Picasso e Jackson Pollock ou escritores como James Joyce foram aceitos e consagrados depois - ele diz que "o som tem um efeito físico, há uma violência nele".

Fã de Pixinguinha, Alex Ross aproxima o pop e o clássico na Flip

TERESA CHAVES
Colaboração para a Folha Online

Alex Ross, 41, nunca pensou em ganhar a vida fazendo crítica. Até sair da faculdade imaginava fazer carreira como músico e compositor. Para isso, estudou piano e oboé e passou muita horas em frente a páginas em branco, até perceber que não tinha o talento necessário para nenhuma das atividades que escolhera. Foi quando recebeu um convite inesperado do jornal "The New York Times" para escrever --e é o que faz desde então.

David Michalek/Reprodução
O crítico musical e escritor norte-americano Alex Ross, que participa da Flip 2009
O crítico musical e escritor norte-americano Alex Ross, que participa da Flip 2009

Com pais que eram apaixonados por música, Ross cresceu em uma casa cheia de discos, ouvindo basicamente à música clássica dos séculos 19 e 20. Na verdade, até entrar na faculdade ele não ouvia nada além disso. Depois dos 18 anos é que percebeu que era uma experiência musical um tanto quanto limitada e abriu seus horizontes para a o universo da música pop. Foi quando percebeu a profunda relação entre os dois tipos de música e que esse era um bom caminho para aproximar os ouvintes do pop de sua paixão pela música clássica.

Famoso pelo profundo conhecimento musical, Ross procura em suas colunas (hoje ele escreve para a revista The New Yorker) trabalhar as relações entre o clássico e o pop de forma a demonstrar que a música clássica não é um universo remoto que apenas os eruditos são capazes de compreender. Muito pelo contrário, ele vê nesse tipo de música um potencial para ser imensamente popular, graças à sua força e capacidade de resistência que a fez sobreviver aos séculos. É isso o que transmite seu livro "O Resto é Ruído" (Cia. das Letras, 2009), no qual conta uma história do século 20 com base na música que foi feita nele. O livro ambicioso de quase 700 páginas --e que tinha quase o dobro no original--- cumpre seu papel.

Em entrevista por telefone à Folha Online, Alex Ross contou sua trajetória e os momentos que despertaram seu prazer pela música, além de revelar a preferência por compositores brasileiros com Villa-Lobos e Pixinguinha.

Folha Online - Como foi o primeiro contato do senhor com a música do século 20?

Alex Ross - Eu cresci ouvindo a música clássica anterior ao século 20, e foi este o único tipo de música que ouvi até ter uns 17 anos. Ouvia Mozart, Beethoven, Schubert, Bach, e era mais ou menos isso. É um repertório limitado para algumas pessoas, embora tenha um corpo musical extremamente rico, o que me deu uma grande bagagem emocional. Mas, à medida que fiquei mais velho, comecei a me interessar por outros tipos de música. Tive um excelente professor de piano que me apresentou a [Arnold] Schoenberg (1874-1951), [Alban Maria Johannes] Berg (1885-1935), [Béla] Bártok (1881-1945), [Ígor] Stravinsky (1882-1971), os grandes revolucionários dentre os compositores do início do século 20. A partir daí, na faculdade, comecei a ouvir, década após década, a diversidade incrível da música do século 20, e fiquei cada vez mais absorvido por esse processo. Pela primeira vez eu comecei a ouvir música pop, música que não era clássica, como jazz, free jazz, e as mais barulhentas, como rock'n roll --o que soa um pouco como os compositores clássicos mais avant-garde, então eu estava muito interessado nisso na época. Por meio dessas músicas meu horizonte musical cresceu enormemente.

Folha Online - O que, nela, te chamou tanto a atenção a ponto de te desviar daquilo que você cresceu ouvindo?

Ross - Acho que o que eu descobri foi um tipo de música tão próximo dos seus dias e tão relevante para a minha vida, e para a vida de todos aqueles que viveram o fim do século 20. Eram compositores que viveram durante todos os eventos do começo do século, o surgimento de novas tecnologias, o desenvolvimento de novas linguagens em todas as artes, linguagens abstratas, modernas. Eu consigo me relacionar com esses compositores como revolucionários que aumentaram a linguagem da arte. Eu também estudava história e política, e fiquei fascinado pelas histórias de compositores como Dmitri Shostakovich (1906-1975), que viveu sob o regime stalinista na União Soviética, Aaron Copland (1900-1990), que viveu o New Deal (1933-1937) nos EUA e expressou o espírito daquele tempo, as histórias sombrias de compositores que viveram ou --em alguns casos-- morreram durante o regime de Hitler na Alemanha. Essas histórias são extremamente interessantes, e eu quis no meu livro juntar todas elas, os compositores avant-garde, os conservadores, os compositores de países diferentes e transmitir a sensação de vivacidade e de relevância dessa música.

Folha Online - O que despertou a paixão do senhor pela música?

Ross - Meus pais sempre adoraram música clássica. Não eram músicos, mas eram apaixonados por música e sempre tiveram montes de discos na casa, me levavam a shows, e um pouco do entusiasmo deles passou para mim. Desde muito pequeno eu fiquei obcecado com a música clássica. Toquei piano e oboé, e tentei durante algum tempo escrever minhas próprias composições, até que percebi que não tinha talento nenhum! Mas não sei se consigo explicar o porquê, no meu caso ou de qualquer um, que a música nos domine dessa forma. Acho que todos são susceptíveis à música de alguma forma; a questão de quais pessoas devotam suas vidas a ela se relaciona com várias circunstâncias, e eu tive a sorte de ter alguns professores maravilhosos e a oportunidade de ter algumas experiências poderosas com a música quando era muito novo. Isso me marcou pelo resto da vida.

Folha Online - Ainda que o senhor diga que não tem talento enquanto músico, ser compositor era sua primeira opção de carreira?

Ross - Bom, eu nunca avancei até o ponto de pensar em fazer disso uma carreira. Entre os 15 e 17 anos percebi que não tinha a veia criativa nem a habilidade básica para me tornar um compositor. Eu sempre começava peças que não conseguia terminar: escrevia 15 ou 20 linhas e não conseguia imaginar o que viria depois, o que é obviamente muito importante quando se quer ser um compositor. Mas fico feliz por ter tentado, pois como crítico e como escritor eu quase sempre escrevo do ponto de vista do compositor. Sei muito bem como é difícil, e conheço a fé necessária para tentar imaginar todo um mundo musical no papel, muitas vezes sem o prospecto imediato de uma performance. Acho que é heroico nos dias de hoje que alguém tente compor música.

Folha Online - O senhor acredita que é, por essas experiências, um crítico mais compreensivo?

Ross - Acredito que sim. Quase todos os críticos que conheço tiveram algum envolvimento sério com a música, seja como compositores ou simplesmente tocando, seja em aulas na escola. Não diria que isso é necessário para formar um crítico, mas certamente parece ajudar bastante o fato de ter não apenas conhecimento musical, mas também a percepção de quão aterrorizante é se apresentar num palco. Como é aterrorizante sentar numa sala e tentar criar música no papel. Eu quero ser um crítico objetivo e não penso em passar a mão na cabeça de todo mundo, mas certamente tenho muita simpatia em relação a como pode ser difícil escolher esse caminho de carreira.

Folha Online - Depois de escrever "O Resto é Ruído" o senhor consegue comparar o terror de subir ao palco ou escrever uma música ao terror de tentar escrever um livro?

Ross - Claro! Também é totalmente aterrorizante! Nesse caso eu passei sete anos da minha vida escrevendo esse livro, até que chegou o dia em que não era possível fazer mais nenhuma mudança. Depois da publicação, é como passar pela primeira descida de uma montanha-russa e descer muito depressa. Claro, se tem medo de críticas ruins, mas acima de tudo se teme que o trabalho não seja notado por ninguém e desapareça sem deixar vestígios. Tanto no caso da música como dos livros há tantos bons trabalhos que recebem quase nenhuma atenção, e eu tenho muita sorte de que meu livro tenha se destacado em diversos países e tenha sido lido de uma forma que raramente acontece com livros sobre música.

Folha Online - É muito diferente a experiência de escrever um livro, uma coluna para uma revista ou um blog?

Ross - Acredito que cada formato tem seu ritmo próprio, seus contornos. Pelos últimos 13 ou 14 anos eu venho escrevendo para a revista "The New Yorker", e as minhas colunas tendem a seguir um de dois formatos: há as colunas que ocupam um par de páginas numa revista, e há aqueles artigos, ensaios, perfis que podem ter até dez páginas. Mas o livro foi completamente diferente: eu escrevia, escrevia, escrevia... Estava muito acostumado com o ritmo de uma revista, em que eu batia a cabaça na parede por um tempo, ficava frustrado por uns dias ou uma semana, até que via a luz no fim do túnel, colocava algumas coisas no papel e percebia como tudo iria ficar, e depois de um tempo isso ficou bem mais fácil. Mas com o livro vários anos se passaram, e eu mexia com as palavras, e elas se tornaram milhares e milhares de palavras, e eu senti que estava perdendo, ou que nunca tinha tido uma noção do formato do livro como um todo. É isso o que é tão difícil em escrever trabalhos desse tamanho: é difícil dar um passo para trás e perceber como a coisa toda deve se desenrolar para o leitor. Mas eu acho que cometi um erro, que acabou por se tornar uma bênção: eu escrevi demais. Eu tinha um manuscrito completo que era interminavelmente longo, quase duas vezes o tamanho final do livro, e tive que passar dois anos inteiros fazendo cortes. Nesse processo eu realmente conheci o meu livro, eu comecei a ver o formato completo dele e tomei algumas decisões importantes sobre o que eu queria enfatizar no livro e o que deveria sair. Foi doloroso cortar algumas coisas, mas tive que perceber o que não se encaixava no tom geral da narrativa. Mas escrever para a revista é consideravelmente mais fácil, eu preciso dizer.

Folha Online - Por que o senhor decidiu escrever o livro? Gostava de ler?

Ross - Sim, eu sempre gostei muito de livros. Quando saía de férias com minha família eu sempre levava 15 ou 20 livros que eu quase nunca tinha tempo de ler, mas eu sempre gostei de ficar cercado por livros. Escrever um livro meu sempre foi um objetivo, desde que eu consigo me lembrar; a questão era apenas sobre o tipo de livro que seria. Mas porque fiquei tão obcecado com a música do século 20, não só a música mas também a história que a cercava durante a faculdade, que essa obsessão ficou comigo. Eu não tive que pensar muito nem por muito tempo sobre a minha escolha quando chegou a hora de escrever uma proposta para o meu primeiro livro. Simplesmente tinha que ser sobre a música do século 20. Já existem muito livros sobre a música clássica do século 20, mas eu achei que podia escrever um que atingisse um público mais amplo de leitores que teria um estilo diferente daqueles que liam os outros livros do gênero. Queria enfatizar a história ao lado da música em si e da vida dos compositores. Queria introduzir o assunto para aquelas pessoas que não apenas já gostavam de música clássica. Acho que o século 20 pode ser um início maravilhoso para aqueles que nunca tiveram muito contato com a música clássica. Achamos que temos que começar com Mozart ou Beethoven, mas por que não começar com Stravinsky, ou Steve Reich, e ir voltando? Quando começamos a ler literatura mundial não começamos com literatura medieval; mais frequentemente começamos com trabalhos muito mais recentes e voltamos no tempo a partir deles. Por que não fazer o mesmo com a música clássica? Eu espero que o meu livro não anime as pessoas apenas em relação à música clássica do século 20, mas sim à música clássica moderna enquanto totalidade, uma introdução, uma porta de entrada.

Folha Online - O senhor acredita que teve sucesso nessa empreitada?

Ross - Acho que sim, tive algumas respostas interessantes de leitores. O que eu mais gosto de ouvir é que alguém que tinha muito pouco contato com música clássica pegou o livro e conseguiu ler, entender, foi absorvido pela narrativa e, depois de terminar, começou a colecionar alguns livros, a ir a alguns concertos e ficou absorvido pela música em si. Isso é simplesmente fantástico, e em última instância eu não me preocupo se as pessoas leem todas as páginas do livro, eu quero mesmo é que as pessoas se animem com a música, pois acho que o público poderia ser muito maior. Há tantas pessoas com as quais cresci, com que fui educado, pessoas da minha geração que entendem de literatura, de artes visuais, de filmes, de história, mas que sabem tão pouco de música clássica --e a música deveria ser parte da educação de todo mundo, do dia a dia de todo mundo.

Folha Online - Como o senhor se tornou crítico musical?

Ross - Na verdade foi um pouco por acidente. Eu nunca tive o sonho de me tornar um crítico, não acho que muitas pessoas sonhem com isso. Mas quando percebi que não tinha talento para compor, percebi que aquilo não tinha futuro, e imaginei que me tornaria professor. Eu me formei em literatura inglesa na faculdade, e planejava estudar as relações entre música e literatura. Depois da faculdade escrevi alguns artigos para revistas, e isso era muito bom, mas não era algo que, na minha cabeça, pudesse se transformar em uma carreira - afinal, poucas pessoas conseguem fazer uma carreira como críticos musicais. Mas o que aconteceu foi que o jornal "The New York Times" me ligou um dia e me perguntou se eu teria interesse em me tornar o mais novo crítico lá. Foi a primeira vez que me ocorreu que eu poderia ganhar a vida com a minha crítica! Depois de alguma hesitação eu aceitei, e é o que eu tenho feito desde então.

Folha Online - O senhor também mantém um blog que tem o mesmo nome do livro, "O Resto é Ruído". Como vê o papel dessas novas mídias para a construção da informação?

Ross - Acho que a internet assumiu um papel tão grande na vida das pessoas, então não há razão para que a música clássica não faça parte deles. O blog também foi algo que aconteceu meio acidentalmente: eu comecei o site com a ideia de ter algum material extra relacionado ao livro quando este saísse, e eu também o utilizei como arquivo para meus artigos da "The New Yorker". Mas eu também me senti tentado a começar a escrever algum material novo em pequenos "posts", e isso acabou adquirindo vida própria, e eu me vi escrevendo quase que diariamente! Recentemente tive que diminuir o ritmo, porque era coisa demais, escrever um blog, as colunas e um livro, tudo ao mesmo tempo --e as colunas é que realmente pagam as contas, então são a coisa mais importante! Mas é muito interessante como há coisas interessante, há vários blogs de música clássica agora, alguns escritos por críticos ou amantes de música, outros por músicos, maestros, compositores, administradores. Assim, há blogs para ver todos os lados do negócio musical, para fazer o ouvinte casula ver as vozes humanas, os sentimentos por trás de fazer música-- uma atividade que pode parecer remota e exotérica na cultura de hoje. Então acho que os blogs ajudam a humanizar a música clássica. Há também a possibilidade de colocar música na internet, criar páginas com amostras de músicas, amostras de áudio para completar os diferentes capítulos do meu livro, e isso é algo que não se podia fazer antes e que é extremamente valioso. E, claro, temos transmissões ao vivo, eu coloco vídeos de músicos e de organizações de todo o mundo. Há coisas demais espalhadas por aí para que se possa ver e acompanhar, é incrível a quantidade de informação que há na internet. Mas acho que isso realmente ajudou a reposicionar a música clássica, fazendo-a parecer menos intimidadora, menos remota.

Folha Onlilne - O senhor acredita que o fato de o jornal "The New York Times", para o qual o senhor já escreveu, ter se tornado uma plataforma aberta de conteúdos é um indicador de que as mídias estão irreversivelmente se transformando?

Ross - Acredito que sim. O "New York Times" foi uma organização que disponibilizou todo o seu conteúdo na internet, e que agora existe tanto on-line como fisicamente, talvez até mais on-line, com os vídeos e etc. "The New Yorker", para a qual eu escrevo agora, tem alguns de seus conteúdos na internet, alguns artigos. Mas muito disso não está disponível e só pode ser lido por aqueles que tiverem a revista. Eu não sou nenhum especialista no funcionamento da mídia, no seu avanço na época da internet, mas acho que é sábio, no nosso caso, estar envolvido com a internet mas não ter tudo disponível. Porque se você dá tudo de graça, chega um ponto em que as pessoas vão parar de assinar a revista e a circulação vai começar a cair. É o que aconteceu com alguns jornais que disponibilizaram todo o seu conteúdo. Acho que os jornais estão revendo essa filosofia e contemplando a possibilidade de limitar o acesso cobrando pelos artigos. Fico feliz que na "The New Yorker" tenhamos sempre seguido a política de não entregar tudo gratuitamente, pois isso pode ser arriscado e talvez tenha trazido um bocado de prejuízo a longo prazo, já que todo mundo lucrou com sua parcela de informação.

Folha Online - Para o senhor, qual é o papel da música clássica num mundo de celebridades instantâneas e reality shows?

Ross - Uma das coisas mais surpreendentes da música clássica é que tenha persistido por tanto tempo, que tenha mantido sua tradição ininterruptamente por m,ais de mil anos. Sobreviveu uma série de catástrofes: a peste negra, a guerra dos 30 anos, as duas guerras mundiais, o holocausto. Ela mostrou uma resistência extraordinária e se transformou mantendo sua aparência, a sua forma, resistiu às mudanças ao longo do tempo. Acho que a música clássica está perfeitamente posicionada para prosperar, se não para se tornar imensamente popular na nossa cultura. Porque é uma cultura que oferece muitos contrastes: somos diariamente bombardeados por informação, temos celulares, e-mails, vídeos, somos instantaneamente atualizados pelo Twitter e todas essas coisas. Mas você entra em uma sala de concertos e de repente tudo aquilo se torna muito remoto, você está em um outro universo muito distante no qual a música se move em uma cadência completamente diferente --muitas vezes os clássico num concerto começam lentamente, a música emerge do silêncio. Acho que isso é uma qualidade muito preciosa, é quase uma força espiritual que a música clássica possui na sociedade. Acho que cada vez mais pessoas vão se voltar para isso simplesmente porque oferece uma possibilidade tão diferente, um tempo tão diferente das suas vidas cotidianas. Acho que esse ritmo não vai desaparecer, muito pelo contrário, ele perdurará.

Folha Online - O senhor se preocupou com a qualidade literária dos seus livros?

Ross - Ah sim, eu o revisei muitas e muitas vezes! Quando eu escrevo meus artigos para a revista, eles são muito curtos comparados ao livro e eu sempre tenho tempo de voltar e polir a escrita diversas vezes. Com o livro isso é muito mais difícil de fazer, você tem que colocar uma frase depois da outra, e se tentar trabalhar cada uma até a perfeição você não chega a lugar nenhum. Então, quando eu olho para o livro agora fico um pouco ansioso, não acho que algumas coisas estão tão boas ou tão graciosas como gostaria. Mas livros são sobre contar histórias, e para contar uma história às vezes você tem que falar numa linguagem mais crua e simplesmente dizer o que acontece de um jeito muito direto. Tento alternar passagens mais expositivas com trechos mais diretos com passagens um pouco mais poéticas, nas quais tento exercitar uma veia um pouco mais literária. Mas espero que atinja uma certa qualidade de estilo, pois é algo com que eu me preocupo muito profundamente como escritor, e sempre me inspiro naqueles escritores que são maravilhosos narradores, e que fazem da linguagem um certo tipo de música.

Folha Online - Como o senhor recebeu o convite para a Flip, e por que decidiu aceitá-lo?

Ross - Eu recebi um e-mail um dia e fiquei terrivelmente animado, porque parece ser um lugar maravilhoso. Eu fiz uma curta visita ao Brasil há muitos anos, mas de jeito nenhum por tempo o suficiente para conhecer o país. Eu fui apenas para Salvador, na Bahia, por alguns dias. Estava escrevendo um artigo sobre a cantora e compositora Björk, que me fascina muito. Eu queria voltar, não hesitei nada. Quero conhecer mais o Brasil e conhecer os outros autores do festival, ouvir o que eles têm a dizer. Viajar dessa forma é tremendamente enriquecedor, de formas que a gente nunca espera. Estou realmente muito ansioso.

Folha Online - Quais são as suas expectativas?

Ross - Eu não tenho muitas, para falar a verdade! Apenas espero poder falar sobre o meu livro que uma forma que as pessoas achem interessante e animadora. No mais, só quero sentar e aproveitar a atmosfera, ouvir os outros escritores e vivenciar o que parece ser uma incrível cidade.

Folha Online - O que você diria aos pais que querem interessar seus filhos em música?

Ross - Acho que deveriam incentivar seus filhos a ouvir tipos diferentes de música, mas sem forçá-los caso eles não queiram. Descubram do que eles gostam: gostam de Mozart? De Gustav Mahler? De Stravinsky? E, se tiver a oportunidade de levar seus filhos para um concerto ao vivo, acho que isso é muito mais interessante do que ouvir uma gravação. Não importa quão bonito um disco seja, ver os músicos tocando e ver suas ações, os movimentos que fazem para produzir aqueles sons incrivelmente complicados, e sentir a beleza e o poder do som ao vivo... Acho que é muito impressionante. Pode parecer muito simples, mas quando uma orquestra está tocando em volume máximo no final de uma sinfonia de Mahler (1860-1911), é um som muito alto, mas é um volume que é atingido sem amplificação, é o total do trabalho que as pessoas fazem com seus instrumentos. Eu me lembro que, quando tinha dez anos, me levaram para assistir a segunda sinfonia de Mahler, a "Ressurreição". Eu me lembro de ter ficado tão impressionado pelo volume e riqueza do som, todas as suas texturas diferentes, a forma como todos esses sons se alinhavam lado a lado e a sensação de que Mahler havia criado esse imenso mundo musical que era quase um substituto para uma paisagem natural. Então acho que se você consegue achar esse tipo de concerto e levar seus filhos, talvez você não precise fazer mais nada depois disso, se você conseguir encontrar a experiência correta. E, claro, tocar um instrumento ajuda imensamente a se apaixonar pela música. Sentir o que é, sentir a alegria de dominar um instrumento de alguma forma, ajuda a criar ouvintes para a vida inteira, não importando se eles terão carreiras como músicos.

Folha Online - O senhor ainda toca?

Ross - Na verdade, não! Eu não tenho mais um piano. Às vezes consigo tocar pianos de outras pessoas, e eu sempre me divirto com isso, mas na maior parte das vezes eu me contento em ser um ouvinte e deixar que os especialistas toquem... Mas algum dia eu quero ter uma casa que seja grande o suficiente para um piano --o que é algo bem difícil em Nova York!

Folha Online - O senhor gosta de alguma coisa em particular na música brasileira?

Ross - Eu ouço bastante música brasileira, me interesso e espero poder comprar alguns discos durante a viagem. Gosto de [Heitor] Villa-Lobos (1887-1959), [Mozart] Camargo Guarnieri (1907-1993)... Há muitos compositores brasileiros avant-garde aqui em Nova York, como Felipe Lara... E claro que sou enfeitiçado pelo som sofisticado da música popular brasileira. Sou um grande fã de Caetano Veloso, João Gilberto... São parte de um grupo maravilhoso de músicos. Recentemente tenho ouvido muito Pixinguinha (1897-1973), um músico fantástico do início do século 20 que parece misturar elementos populares e clássicos, o que é uma coisa que eu encontro com certa frequência na música brasileira. É muito saudável, é maravilhoso ver músicos clássicos e populares falarem quase a mesma língua, acho que coisas grandiosas podem ser esperadas nessas composições.

Orquestra junta Bach e Gonzagão

Grupo privilegia instrumentos de cordas com arcos e se apresenta hoje às 19h na Igreja de Santo Antônio, em Igarassu

Júlio Cavani // Diario

Assum preto, canção famosa na voz de Luiz Gonzaga, pode ser ouvida em uma versão adaptada para a música clássica no concerto que a Orquestra Experimental de Câmara faz neste sábado, às 19h, na Igreja de Santo Antônio, em Igarassu, uma das cidades mais antigas do Brasil.


Obras clássicas recebem leitura experimental no conjunto organizado pelo violoncelista João Carlos Araújo. Foto: Cecilia de Sa Pereira/ Especial para o DP
Organizado pelo violoncelista João Carlos Araújo, o grupo tem percorrido o estado com um repertório que abre espaço para grandes nomes históricos internacionais, como Bach e Mozart, compositores brasileiros modernos e contemporâneos, como Villa-Lobos e autores pernambucanos, e adaptações camerísticas de canções populares. Cada apresentação procura contemplar um pouco dessas vertentes, sem aprofundamentos em peças mais longas.

Divulgar a música clássica para um público que gosta dela, mas tem pouco acesso, é mérito da Orquestra, que também faz adaptações de obras consagradas para seu formato e privilegia instrumentos de cordas com arcos. Depois de Igarassu e Olinda, eles passam por Caruaru, Tacaratu e Belo Jardim.

A formação básica do grupo écomposta por oito violinos, três violas, três violoncelos e dois contrabaixos, mas outros convidados podem participar de acordo com cada programa. Em nome da democratização da música de concerto, procura fazer apresentações sem formalismos excessivos. É como se mostrassem conteúdo erudito em um formato popular. O termo "experimental" se aplica mais ao perfil do projeto (aprovado no Funcultura) do que aos aspectos musicais em si.

Entre os integrantes, há membros das orquestras sinfônicas do Recife e do Conservatório Pernambucano. O grupo já se apresentou na Mostra de Música de Olinda (Mimo) e chegou a gravar o Hino de Pernambuco. Além de tocar violoncelo no ambiente clássico, João Carlos costuma colaborar com artistas como Erasto Vasconcelos, Júnio Barreto e Otto.

Virtuosi chega a Gravatá

Festival começa na próxima terça-feira e amplia acesso à música clássica levando sua programação pela primeira vez à cidade

A semelhança com Campos do Jordão, de clima de montanha e público que todos os anos lota a cidade para seu famoso Festival de Inverno, fez de Gravatá uma cidade que imediatamente despertou na pianista e produtora Ana Lúcia Altino o desejo de levar para lá o festival Virtuosi.

Antonio Meneses e Victor Asuncion (foto) estão entre as estrelas do evento. Foto: Bruno Bravo/olhONu
Com apoio do prefeito Osano Brito, ela e o marido, o maestro Rafael Garcia, diretor artístico do festival, conseguiram patrocínio para por em prática a ideia. O festival de seis dias, com sete concertos, começa na próxima terça-feira. Irá emendar com a edição do Virtuosi na Serra, que começa dia 16 de julho, dentro do Festival de Inverno de Garanhuns. A primeira edição do Virtuosi em Gravatá significa mais uma etapa da expansão que o evento tomou, desde sua primeira edição, no Recife. Aberto ao público, será realizado na Igreja Matriz de Sant'Ana, ponto turístico de Gravatá.

Levar a música clássica para um número maior de pessoas é o objetivo da produção do evento. Na abertura, o público poderá conferir um momento especial: João CarlosMartins, que após doença nas mãos dedica-se à regência, também tocará um pouco de piano. Como regente, ele ficará à frente da Orquestra Virtuosi, como de praxe, montada com os músicos que chegam aqui exclusivamente para o festival. A orquestra terá como solistas o flautista Rogério Wolf e o violinista Benjamin Sung, spalla da Orquestra Sinfônica de Fargo-Moorhead, nos EUA. O violista Alexandre Razera, que já gravou com a Filarmônica de Berlim, e o violoncelista búlgaro Hrant Parsamian, colecionador de prêmios, também são destaques da noite.

O pianista filipino Victor Asuncion é outra estrela do Virtuosi. Ele fará recital de peças do compositor alemão Robert Schumann e do compositor russo Modest Petrovich Mussorgsky. No final de semana, o Virtuosi terá programação pela manhã também. A orquestra se transformará num quarteto de cordas, tendo Victor Asuncion como solista. Ele irá executar obras de Joseph Haydn que, neste ano, está sendo homenageado pelos 200 anos da sua morte. Novamente Victor, ao lado das flautas de Nicole Esposito e Rogério Wolf, executará peças de Mozart, Delibes, Schocker, Enesco, Guarnieri, Fauré e Demersseman. O maestro Rafael Garcia, no concerto de encerramento, à noite, regerá a Orquestra Virtuosi, com obras de Bach, Mozart, Haydn, Bottesini e Doppler.

Virtuosi Gravatá

07 de julho

19h - Concerto de Abertura: Orquestra Virtuosi de Gravatá / João Carlos Martins (regente)

08 de julho

19h - Antonio Meneses e Orquestra Virtuosi de Gravatá / Rafael Garcia (regente)

09 de julho

19h - Recital de piano com Victor Asuncion Virtuosi Gravatá

10 de julho

19h - Orquestra Virtuosi de Gravatá com Benjamin Sung (violino) / Rafael Garcia (regente)

11 de julho

11h - Um Programa Virtuoso com Benjamin Sung (violino), Alexandre Razera (viola), Hrant Parsamian (cello), Catalin Rotaru (baixo), Victor Asuncion (piano)

12 de julho

11h - Nicole Esposito & Rogério Wolf Recital de flauta

17h - Concerto de Encerramento Orquestra Virtuosi de Gravatá / Rafael Garcia (regente) com Alexandre Razera (viola), Hrant Parsamian (cello), Nicole Esposito & Rogério Wolf (flautas) e Catalin Rotaru (contrabaixo)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Momento Musical UFSM‏

Universidade Federal de Santa Maria/RS

Centro de Artes e Letras da UFSM. Curso de Música/Departamento de Música

Série Momento Musical

Recital das Classes de Regência Coral

da UFSM

Programa: Mozart, Bach, Schubert, entre outros, e cânones diversos.

Regência: Alunos da Regência I e Regência III do curso.

Participação de cantores e instrumentistas alunos.

Coordenação: Prof. Marcio Buzatto

Data: 10 de julho de 2009 (sexta-feira)

Hora: 12:15

Local: Hall do Centro de Artes e Letras da UFSM (CAL)

(Endereço: Av. Roraima, 1000. Cidade Universitária, Bairro Camobi. Santa Maria/RS)

Entrada Franca

I Virtuosi de Gravatá

Posted: 02 Jul 2009 08:14 PM PDT

Ontem, o prefeito de Gravatá, Ozano Brito, reuniu a imprensa para almoço-entrevista, no Restaurante La Douane Bistrot, tendo como prato principal o programa do I Virtuose Gravatá, que será realizado entre os dias 07 e 12 de julho. O evento vai acontecer graças a intervenção da deputada Terezinha Nunes junto ao prefeito de Gravatá, depois de receber a pianista Ana Lúcia Altino que explicou o projeto.

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Maria Dulce Leal, Ozano Brito, Ana Lúcia Altino e Rafael Garcia (Foto: Fernando Machado)

O Virtuosi está orçado em 150 mil reais contará com a participação de nomes famosos como Victor Asuncio (piano), Benjamim Sung e Valter Soares (violino), Alexandre Razera (viola), Antônio Menezes e Hrant Parsamian (Cello), Nicole Esposito e Rogério Wolf (flauta), dos maestros Rafael Garcia e João Carlos Martins.

Participaram do encontro, além do prefeito a primeira dama Maria Dulce Leal, a secretária de imprensa Eliane Macedo, o maestro Rafael Garcia, a pianista Ana Lúcia Altino, os jornalistas Paulo Sérgio Scarpa, José Teles, Hugo Viana, Carlos Moraes, Bio Antero, Albani, Paula Sampaio, André Trigueiro, além de Ana Garcia e Tathianna Nunes.

Alex

Notas

Entidades musicais prestaram grande homenagem dia 18 ao compositor e pianista Marlos Nobre. Maria Luiza Nobre contentíssima. Ela é concertista de piano de nível internacional.

Foco

Para quem gosta de música erudita, um bom programa: O Convento de Santo Antônio, em Igarassu, recebe, amanhã, edição do projeto “Orquestra Experimental de Câmara”. O trabalho vai percorrer cinco cidades em PE.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Seguidores

Saudações especiais pros seguidores do blog, marcados aqui no menu da direita. Pouca gente ainda, mas de perfil bem diversificado e, sobretudo, amantes da música.

Orquestra Petrobras Sinfônica - Mudança de data 2o. aviso‏

Caros Amigos e Assinantes da Orquestra Petrobras Sinfônica,

Informamos que, por motivos de força maior, o concerto Djanira V teve que
ser antecipado para os dias 11 e 12 de julho, na Sala Cecília Meireles. Os
ingressos adquiridos serão válidos para estes dias, sem a necessidade de
troca. Os ingressos do dia 18 (sábado) serão válidos para o dia 11 (sábado)
e os do dia 19 (domingo) para o dia 12 (domingo).

Caso essa mudança lhe cause algum desconforto e a impossibilidade de
comparecer aos concertos, por favor, comunique-se conosco para que possamos
fazer o reembolso do valor pago.

Aproveitamos a oportunidade para comunicar que a venda de Assinaturas para
o segundo semestre de 2009 será iniciada no próximo dia 13 de julho, com
períodos exclusivos para Amigos e Assinantes da Orquestra.

Informações completas sobre programação, artistas convidados e instruções
para compra de Assinaturas serão distribuídas no próximo concerto da Série
Djanira e divulgadas em nosso site a partir do dia 10 de julho.

Pedimos desculpas pela mudança de data e o transtorno que isso possa ter
lhe ocasionado e esperamos contar com sua presença nos nossos próximos
concertos.


Atenciosamente,

Orquestra Petrobras Sinfônica

Coletiva em Gravatá

Acabou de haver uma coletiva sobre o I Virtuosi em Gravatá na cidade serrana.

Fui convidado antes pelas assessorias de Gravatá e do Virtuosi e teria ido com todo prazer se não fosse um compromisso pessoal inadiável.

Terça-feira e quarta-feira acompanharei as duas primeiras noites de concertos e, se o ambiente de Gravatá for legal, digo, se as pessoas com quem me encontrarei por lá fizerem valer a pena, voltarei para lá no fim de semana (11 e 12).

Também pretendo ver o Virtuosi na Serra, basta sair a programação, para eu me planejar logo.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Pianista mistura política e música clássica

Depois de passar por Belo Horizonte e pelo Rio de Janeiro, a renomada pianista mineira Simone Leitão chega ao Recife com seu espetáculo em homenagem aos 20 anos da queda do muro de Berlim. Ao lado da Orife e regência de Osmar Gioia, ela leva ao palco do Teatro de Santa Isabel, a partir das 20h, com entrada gratuita, uma mistura entre a política e música clássica.

O recital traz apenas obras dos alemães que vão do período barroco ao século XX: Bach, Beethoven e Schumann. Além disso, homenageia também o compositor F. Mendelssohn, que completa 200 anos de nascimento em 2009. O programa do espetáculo terá a Partita nº 2 de Bach, 3 canções sem palavras, de Mendelssohn, a Sonata op. 101 de Beethoven e Estudos Sinfônicos de Schumann. Depois do Recife, Simone, que é radicada nos Estados Unidos, segue com sua turnê para Salvador, Brasília e São Paulo, ficando no País até agosto.

E empenhada em divulgar a música brasileira de concerto junto à numerosa comunidade brasileira que vive em Miami, cidade onde a pianista mora, a pianista idealizou e irá dirigir o I Brazilian Classical Series de Miami. O festival acontecerá no Arsht Center for the Performing Arts em Miami, em novembro de 2009. O objetivo é ainda destinar a venda dos ingressos para projetos de inclusão social de jovens e crianças no Brasil.

Foco

Notas musicais
Em breve, mais um grupo de música erudita por crianças vai aparecer. Trata-se do Grupo dos Alunos da Escola de Música Maestro Israel Gomes, de Carnaíba. Eles gravaram DVD no teatro Santa Isabel, recentemente, com clássicos de Zé Dantas, a Internacional Socialista e a Sinfonia Nº 40, de Mozart. Entre os que fizeram questão de assistir, o secretário estadual de Educação, Danilo Cabral, que deu apoio ao projeto, e o prefeito do município, Anchieta Patriota.

Reunificação alemã inspira concerto

Simone Leitão apresenta a obra de compositores germânicos acompanhada pela Sinfônica do Recife

Os 20 anos da queda do muro de Berlim serão lembrados com música no Teatro de Santa Isabel.

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
A partir das 20h, a pianista mineira Simone Leitão sobe ao palco para celebrar o marco histórico que simbolizou o fim da Guerra Fria, executando obras de compositores alemães. "A queda foi um momento de esperança. Com a unificação da Alemanha, passamos a sonhar com um mundo sem divisões", explica Simone.

No repertório estão peças de Bach, Beethoven, Mendelssohn e Schumann. "Essas obras falam sobre a história alemã, o espírito de comunidade e de autocrítica deles", analisa a pianista. Radicada nos Estados Unidos, onde concluiu o doutorado em música na Universidade de Miami, Simone será acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Recife sob a regência do maestro Osman Gioia.

Para novembro, a pianista está organizando o Brazilian Classical Series de Miami para divulgar a música de concerto brasileira no Estados Unidos. "Nos anos 40 a música de Vila-Lobos era bem tocada nos Estados Unidos. É preciso retomar isso, fazer com queos norte-americanos conheçam a música sinfônica e de coro nacional", defende. A entrada para o concerto de hoje é gratuita.

Curso de regência começa amanhã

Regentes, mestres de banda, coralistas e estudantes de música podem se inscrever para o 2º Seminário de Regência, que começa amanhã e segue até domingo, no Memorial de Medicina (Rua Amaury de Medeiros, 206, Derby). O curso é promovido pela Academia Pernambucana de Música e tem a participação do regente Parcival Módolo. No vasto currículo, estão trabalhos como a consultoria do Festival de Música de Cuzco, no Peru, e a direção do curso de regência de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Além disso, Módolo rege regularmente diferentes orquestras de São Paulo. O 2º Seminário de Regência será aberto às 19h30, no Memorial. Inscrições: R$ 30. Informações: 9965-1632.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Virtuosi tem patrocínio

O festival de música erudita Virtuosi foi o único projeto de Pernambuco que foi contemplado durante a divulgação dos primeiros selecionados no Programa Petrobras Cultural 2008/2009. A 12ª edição do evento, que será realizada no final de 2009, receberá R$ 307.200 da estatal. Será a primeira vez que a Petrobras apoiará o festival. A divulgação de ontem cobre apenas quatro categorias: Difusão de Filmes de Longa Metragem em Sala de Cinema, Festivais de Cinema, Festivais de Música e Eventos de Artes Eletrônicas e Cultura Digital.

De Gonzagão a Louis Armstrong

O encontro entre o grupo de música do Núcleo Social Nassau e o público do Projeto Vitrine, na noite de ontem, não poderia ser mais feliz. Sob aplausos, 26 jovens da comunidade de Tejucupapo subiram no palco do auditório dos Diarios Associados às 19h50.

Jovens do Núcleo Social Nassau encantaram o público no auditório dos Diários Associados. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press
Com 12 anos, o pequeno bandolinista Eneilson não continha a alegria da calorosa recepção. Quando começou o show, atento, ele não tirava os olhos do regente, o professor Roberto José da Silva.

Nos 60 minutos seguintes ele e seus companheiros tocaram clássicos da música popular mundial. De Gonzagão a Louis Armstrong, de John Lennon a Victor e Leo, com direito a uma versão para We are the world, em homenagem a Michael Jackson. A música de abertura foi Heroínas de Tejucupapo, de Mestre Salustiano. Tudo está registrado não só pela reportagem do Diario, mas também em vídeo, através da câmera do filho do professor Roberto.

O grupo, formado por instrumentos de cordas, metais e percussão, é apenas uma das frentes de atuação do Núcleo Social Nassau, sediado em Goiana, Litoral Norte pernambucano.O talentoso grupo foi apresentado pelo maestro Cussy de Almeida, curador do Vitrine, que aproveitou para anunciar a próxima atração do projeto: o Trio Pouca Chinfra e a Cozinha.

Novo site do Virtuosi

O site do Virtuosi agora funciona como um blog e está de novo visual, mais bonito que o anterior. Clique no título do post.

Entrevista: Ana Lúcia Altino

anaaltino

Nunca tantos nomes importantes da história da música de concerto fizeram parte do mesmo evento em Gravatá, cidade do interior de Pernambuco, a duas horas da capital. De 07 a 12 de julho, o I Festival Virtuosi de Gravatá apresentará performances memoráveis com gênios eruditos.

Na programação, estão nomes como o do maestro e pianista João Carlos Martins, o violoncelista Antônio Meneses, o flautista Rogério Wolf, o maestro chileno Rafael Garcia, o contrabaixista Catalin Rotaru e o pianista Victor Asuncion, entre vários outros. O evento é gratuito, com patrocínio da Prefeitura de Gravatá, e será realizado na Igreja Matriz de Sant’Ana, ponto turístico da cidade.

A BR Press entrevistou com exclusividade Ana Lúcia Altino, a produtora do I Festival de Gravatá. Pianista e casada com o maestro chileno Rafael Garcia, Ana é a maior responsável por divulgar e desenvolver a cultura da música de concerto em Pernambuco. A seguir, ela conta as motivações que a levaram a produzir este evento e seus pensamentos para o futuro da música de concerto no Brasil.

Por que a escolha de Gravatá?

Ana Lúcia Altino - Gravatá é uma cidade que tem todas as características de Campos do Jordão (SP) nos anos 70, quando ali se iniciou o Festival de Inverno. Clima de montanha associado a uma arquitetura típica de chalés alpinos faz de Gravatá uma cidade para descanso e turismo. É um ambiente propício para realização de um grande festival de música clássica. Há anos que alimentamos essa idéia de realizar um Virtuosi em Gravatá, mas só agora encontramos eco na sensibilidade do prefeito Osano Brito. Vamos começar com um festival de 6 dias e 7 concertos com um grupo de artistas muito relevante.

Como convenceram João Carlos Martins a tocar tanto piano no evento?

Ana Lúcia Altino - Não foi necessário convencer João Carlos. A programação do concerto dele foi feita por ele. É claro que pedimos que ele tocasse alguma coisa no piano. Então, ele vai tocar toda a segunda parte. São músicas lentas que certamente vão emocionar o público. João Carlos Martins é nosso amigo há muitos anos. Ele aceitou nosso convite na hora, sem problemas.

Qual sua inspiração e motivação ao criar um festival deste nível no interior do estado?

Ana Lúcia Altino - Levar o melhor da música clássica para todos. Esta foi sempre a nossa motivação. Se fosse possível realizaríamos um festival deste nível em todas as regiões do Estado. Quanto mais, melhor. O fato de se democratizar o acesso ao bem cultural não deve permitir que esse bem seja mostrado de qualquer forma. Se a idéia é formar platéia, permitir que um número de pessoas tenha acesso à música erudita, é importante que se faça da melhor maneira possível, com qualidade. Esse primeiro contato do leigo com a arte tem que ser significativo, tem que sensibilizar cada um para que ele goste e queira mais. Somente o verdadeiro artista consegue fazer isso.

Como você vê o futuro da música de concerto em Pernambuco e no Brasil?

Ana Lúcia Altino - Desde que se renovou a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na época do maestro John Neschling, agora com maestro Tortelier, que a Osesp vem sendo inspiração para que outras orquestras se aperfeiçoem, contratem novos músicos, enriqueçam as suas programações. Isso se refere principalmente aos estados como Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e até a região Centro-Oeste tem também se desenvolvido. Com relação ao nordeste eu diria que estamos em outro patamar. Continuamos marcando passo lentamente e a música de concerto continua com muito pouco espaço.

Publicado originalmente na BRPress

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Falece em João Pessoa o professor, maestro e compositor José Alberto Kaplan

Prezados,

Lamento informar que o compositor, pianista e maestro José Alberto Kaplan faleceu hoje, 29/06/2009, após longo período de enfermidade. Seu corpo será cremado nesta terça-feira, às 10h, no cemitério Caminho da Paz, em João Pessoa.

Com vasta obra composicional, o Maestro Kaplan foi um dos artistas mais importantes na história recente da música no Nordeste - e particularmente na Paraíba -, tendo sido responsável pela formação de inúmeros pianistas e compositores, e pela fundação de várias entidades musicais.

Acima de tudo, o Maestro Kaplan nos deixa um exemplo de dignidade, sabedoria e ternura, que estarão sempre vivos em nosso meio.

Eli-Eri Moura
www.compomus.mus.br

Música que redefine destinos

Grupo de jovens encontra novas perspectivas na banda que se apresenta hoje à noite

Pollyanna Diniz
pollyannadiniz.pe@diariosassociados.com.br


João Francisco da Silva cresceu no Engenho Mussunbu, em Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana. A casa vivia sempre lotada: eram 15 irmãos. A atração das noites na roça era um violão, que o patriarca da família tinha comprado depois de acompanhar um desafio de violeiros.

Trupe vai tocar repertório de músicas populares, que inclui cirandas e frevos, além de forrós de Luiz Gonzaga. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press
De tanto insistir, aprendeu a tocar alguns acordes. O desafio foi passado aos filhos. Hoje, todos eles tocam o instrumento. Alguns, como João Francisco, tiram da música o sustento. Ele é instrutor do grupo de música do Núcleo Social Nassau, que se apresenta hoje, às 19h30, no projeto Vitrine, no auditório dos Diarios Associados. "Os garotos estão muito dedicados, ensaiando todos os dias para a apresentação", conta o instrutor.

Hoje à noite, a banda vai tocar um repertório de músicas populares, que inclui um pout-pourri de forrós de Luiz Gonzaga, de cirandas e frevos, além de Deus e eu no Sertão, de Víctor e Léo e No dia em que eu saí de casa, de Zezé di Camargo e Luciano. Mas temtambém as clássicas Imagine, de John Lennon, e Aquarela do Brasil, composta por Ary Barroso. Um dos momentos mais emociononantes da noite promete ser a execução da música Heroína de Tejucupapo, de Maciel Salu, que conta a história de força e resistência das mulheres do distrito de Tejucupapo, que expulsaram os holandeses da região no ano de 1646. "É uma música que fala da nossa própria história e, por isso, é muito importante que os nossos alunos conheçam e entendam tudo que se passou", diz Charles Roberto da Silva, um dos professores do projeto.

A apresentação vai contar com 26 jovens da banda, que congrega violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, percussão e metais. "Estamos ensaiando muito para fazer bonito. Já fizemos outras apresentações, mas esta vai ser muito legal", promete Anderson Souza de Andrade, de 16 anos, que toca cavaquinho. O convite para que o grupo musical de Tejucupapo se apresentasse no auditório dos Diarios Associados foi feito por Cussy de Almeida, maestro curador do Vitrine, que conheceu alguns jovens numa visita que eles fizeram à Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque, projeto semelhante ao que é realizado na Zona da Mata. Quem quiser acompanhar a apresentação do grupo musical do Núcleo Social Nassau pode reservar ingressos até às 14h pelo telefone 81 3320-2020. A entrada é um 1kg de alimento não-perecível. Os alimentos arrecadados serão doados à Fundação Perrone, ONG que atende crianças portadoras de deficiência.

Domingo, 28 de Junho de 2009

Sonora Brasil leva violão aos quatro cantos do País

Nos encontros festivos entre amigos ele sempre está lá. É indubitável o papel que o violão ganhou no Brasil como um dos instrumentos mais populares na história do País. Uma história que se torna ainda mais rica quando pensamos na contribuição artística que ele ganhou nas mãos de alguns dos maiores talentos da música nacional de pouco mais de um século para cá. Uma riqueza que o País está tendo a oportunidade de conhecer melhor com a nova edição do programa Sonora Brasil, que teve início no último dia 1º de maio, na Região Sul, e chega a Pernambuco no próximo dia 15.

A 12ª edição do evento, intitulada Violão Brasileiro, traz um panorama da obra violonística desenvolvida no Brasil nas últimas décadas, com apresentações divididas em quatro etapas. Em cada uma delas dois violonistas brasileiros circulam por todo o País com um repertório de música concebida e escrita para violão. Ao todo serão 320 concertos realizados em 80 cidades brasileiras de todas as cinco regiões possibilitando aos mais diferentes públicos o contato com a qualidade e a diversidade da música nacional.

As duplas formadas pelos violonistas Henrique Annes (PE) & Marcelo Fernandes (MS), Daniel Wolff (RS) & João Pedro Borges (MA), Salomão Habib (PA) & Fabrício Mattos (PR), Aluísio Laurindo Júnior (AP) & Nicolas de Souza Barros (RJ) interpretam a obra de 30 compositores que contribuíram de forma significativa para a consagração do violão como um dos instrumentos mais representativos da cultura musical do País.

Em Pernambuco, a primeira etapa, com Wolff & Borges, tem início nos dias 15 e 16 de julho, com concertos no Teatro Capiba (Recife), e no Sesc Piedade (Jaboatão dos Guararapes), às 20h. No dia 17, o duo grava faixas para o CD do Sonora Brasil no Centro de Difusão e Realizações Musicais do Sesc Casa Amarela, e segue no dia seguinte para apresentações em 12 municípios do Estado, sempre com entrada franca.

Pernambuco volta a entrar no roteiro em 15 de setembro, com Annes & Fernandes. A terceira etapa, com Habib & Mattos, acontece a partir de 22 de outubro, e a fase final, com Laurindo Júnior & Souza Barros, ocorre a partir de 17 de novembro, num total de 58 concertos no Estado.

MÚSICO COMPLETO

Garoto-prodígio do violão pernambucano na chamada época de ouro do rádio, o compositor, arranjador e instrumentista Henrique Annes, hoje com 63 anos de idade, é considerado uma enciclopédia viva do que melhor já foi composto para seu instrumento no Estado. Além de exímio autor, vive pesquisando a obra de compositores do passado com o cuidado de resgatar antigos temas e reinterpretá-los – e por vezes registrá-los – para as novas gerações.

Dono de um estilo próprio, Annes é autor de músicas que refletem sua inquietação como pesquisador. Em meio a sua obra, destaca-se a série Caribeanas, que o autor compôs inspirado nos 12 estudos para violão de Heitor Villa-Lobos.

Os favoritos de Adolf Hitler

Diplomata e historiador norte-americano, Timothy W. Ryback rastreou parte dos cerca de 16 mil volumes folheados pelo líder alemão

José Teles

teles@jc.com.br

Um dos homens mais odiados em toda história da humanidade ouvia Tchaikovsky, Borodin e Rachmaninov. A descoberta surpreendeu a todos, quando foi encontrada uma coleção de 100 álbuns pertencentes ao führer Adolf Hitler, retirada, em 1945, da chancelaria do Reich, em Berlim, por Lev Besymenski, um oficial da inteligência russa.

Besymenski morreu aos 86 anos, em 2007, e sua filha achou os discos que o pai escondia em casa, passando a informação para a revista Der Spiegel. O que mais surpreendeu foi Hitler deleitar-se com a música de compositores russos e judeus, raças que ele abertamente odiava, quando se pensava que Wagner fosse o autor predileto de Herr Adolf. Não se explorou muito a descoberta dos discos, até porque não há evidências concretas de que Hitler os tenha realmente ouvido, apesar de, nas capas, estar carimbado: Führerhauptquartier, o que indica que pertenciam ao quartel general do führer.

Hitler volta agora a surpreender, pelo que lia. E desta feita existe a prova de que realmente leu os livros, pelo hábito de fazer anotações e tecer comentários nas páginas. Tal como na música, suas preferências literárias não são exatamente as que se esperariam dele. Hitler possuía as obras completas do inglês William Shakespeare, numa tradução alemã feita por Georg Müller em 1925, e o considerava superior aos alemães Goethe e Schiller. Apreciava tanto Shakespeare que mantinha a coleção em seu retiro alpino, no Sul da Alemanha. Para quem é considerado quase um encarnação do demônio, é difícil acreditar que Adolf Hitler era versado nas Sagradas Escrituras, e um dos seus livros que mais chamam atenção é uma edição de Worte Christi (Palavras de Cristo) estampado a ouro sobre couro de bezerro.

Estas informações estão em A biblioteca esquecida de Hitler – Livros que moldaram a vida do führer, de Timothy W.Ryback (Companhia das Letras, 335 páginas, R$36,80). Diplomata e historiador norte-americano, Timothy W.Ryback rastreou os locais onde se encontram hoje parte dos cerca de 16 mil volumes, que existiam nas três bibliotecas pessoais de Adolf Hitler. Ryback espelhou-se em Walter Benjamin, que dizia: “...se pode saber muita coisa sobre um homem pelos livros que ele mantém: seus gostos, seus interesses, seus hábitos. Os livros que guardamos, os que descartamos, os que lemos bem como os que decidimos não ler, dizem algo sobre como somos”.

Não foi um trabalho fácil. As bibliotecas de Hitler tiveram seu conteúdo espalhados por vários países, em mãos de particulares ou em instituições públicas. 1200 exemplares encontram-se na Divisão de Livros raros da Biblioteca do Congresso, em Washington, EUA. Outros 80 foram encontrados na universidade Brown, em Rhode Island, e por aí vai. Os assuntos do interesse de Hitler eram os mais variados possíveis, indo desde uma análise da ópera Parsifal, de Wagner, a volumes de literatura ocultista e espírita, entre estes um exemplar de Os mortos estão vivos, relato de ocorrências sobrenaturais, e as profecias de Nostradamus. Mas quase a metade tem a ver com guerra, desde histórias das batalhas napoleônicas até compendios sobre tanques de guerra e gases venenosos.

Comenta Ryback a respeito das anotações nas margens dos livros: “Ali encontrei um homem famoso por nunca ouvir ninguém, para quem as conversas não passavam de uma arenga contínua, um monólogo incessante, parando para se envolver com o texto, sublinhar palavras e frases, para marcar parágrafos inteiros, para colocar um ponto de exclamação ao lado de uma passagem, um ponto de interrogação ao lado de outra e, com frequência, uma série enfática de linhas paralelas na margem ao longo de determinada passagem”. Naturalmente, livros com temática anti-semita são muitos no que restou das bibliotecas de Hitler, inclusive o infame The international jew: the world’s foremost problem (O judeu internacional: o principal problema do mundo), do industrial norte-americano Henry Ford: “Em uma reedição de 1934 das Cartas alemãs, de Paul Lagarde, uma serie de ensaios do final do século 19 que defendiam a remoção sistemática da população judaica da Europa, encontrei mais de cem páginas de intromissões a lápis, a partir da página 41, em que Lagarde defende a transplantação dos judeus alemães e austríacos para a palestina, estendendo-se a passagens mais deploráveis nas quais se refere aos judeus como uma pestilência. ‘Esta pestilência da água precisa ser erradicada dos nossos rios e lagos”. Ao lado desta manifestação racista Hitler anotou, na margem a lápis: “Afirmação ousada. O sistema político sem o qual a água não consegue existir precisa ser eliminado”.

O autor de A biblioteca de Hitler não se limita a comentar sobre as obras pertencentes ao Führer, procura igualmente relacioná-la à trajetória dele com sua formação literária, desde quando ele era um simples cabo do 16º Regimento de Infantaria de reserva Bávaro, em 1915. E aí já apontando Hitler como um leitor voraz, que mais tarde seria profundamente influenciado pelo seu mentor intelectual, Dietrich Eckart. Este foi poeta, autor dramático e jornalista, nazista de primeira hora, ao qual Hitler dedicou o primeiro volume do seu Mein kampf (Minha luta). Aliás, com este livro, Hitler tornou-se um dos autores que mais faturaram no seu tempo. Vivia folgadamente de direitos autorais (o livro vendeu mais de dois milhões de exemplares), tanto que, segundo Timothy W.Ryback, boa parte do salário que recebia como chanceler era distribuída com insituições de caridade.

No que restou das bibliotecas do führer há dois exemplares de uma das obras mais infames já publicadas, O mito do século XX, de Alfred Rosenberg, nomeado ideólogo principal do regime nazista. O mito do século XX entrou no index da Igreja Católica mal foi publicado: “Um compêndio de heresias, incluindo defesa da poligamia, a esterilização forçada, a propagação do quinto evangelho, que revelaria a verdadeira natureza de Jesus Cristo. De acordo com aquele evangelho perdido, Jesus não foi a corporificação do perdão e da bondade, cuja identidade foi definida pelo sofrimento e crucificação. Pelo contrário, foi um profeta irado propenso à destruição e à vingança”. Em seu livro, Rosenberg alegou que São Pedro, agindo como um agente judeu, mudou seu nome de Saulo para Paulo e ocultou o quinto evangelho como meio de escravizar os povos da Europa. O mito do século XX disputou com Mein Kampf o título de livro mais vendido na Alemanha, foi recomendado às bibliotecas escolares pelo ministro de educação da Prússia. Mas Hitler, que desaprovou e criticou a obra, que considerava ininteligível, era dos que não liam e não gostavam. Os dois exemplares que lhe pertenciam estão praticamente intocados.

O que também surpreende na leitura de Herr Adolf Hitler é que ele, por mais que se pense o contrário, tinha algo de homem comum. Entre seus livro há vários de histórias policiais, romances baratos, um pouco de erotismo, e até, pasmem, historinhas de Max e Moritz, endiabrados personagens criados, em 1865, pelo escritor e desenhista Wilhelm Busch.

João Alberto

Sinfônica - A Orquestra Sinfônica do Recife recebe quarta-feira a pianista brasileira, radicada nos EUA, Simone Leitão, dentro da série Concertos Noturnos. No programa, composições dos alemães Bach, Mendelssohn e Beethoven.

Sala Lula - Vai se chamar Presidente Lula a sede da Orquestra Criança Cidadã, a ser construída pela Odebrech, que terá, inclusive, uma moderníssima sala de concertos.

Foco

O pianista e maestro João Carlos Martins, que costuma emocionar platéias com sua dedicação à música, rompendo fronteiras físicas, vai estar no Virtuosi Gravatá, do dia 7 ao dia 12. Ele tem um trabalho bonito envolvendo adolescentes de comunidades carentes e superou de problema de saúde que o deixou com dedos paralisados. Toca com a mão fechada.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Será?

Será?

Dia a Dia

O pianista gaúcho Miguel Proença, um dos pouquíssimos brasileiros a se apresentar na grande sala do Carnegie Hall, em NY, volta ao Recife no 5º Piano Brasil. O recital será dia 19, no Santa Isabel. No programa, Gluck-Kempff, Grieg, Chopin, Alberto Nepomuceno, Scriabin, Rachmaninoff e Debussy.

João Alberto

Alunos da Escola de Música Maestro Israel Gomes de Carnaíba, Sertão de Pernambuco, farão o show De Zédantas a Mozart amanhã, no Santa Isabel.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

I Virtuosi Gravatá

PREFEITURA DE GRAVATÁ APRESENTA:
I FESTIVAL VIRTUOSI DE GRAVATÁ
Rafael Garcia, diretor artístico
Igreja Matriz de Sant’Ana
07 a 12 de julho de 2009
ENTRADA FRANCA

A Prefeitura de Gravatá leva à Igreja Matriz de Sant’Ana um dos principais eventos de música de concerto do Brasil. O I Festival VIRTUOSI de Gravatá vai apresentar performances memoráveis com gênios da música de concerto. Na programação estão nomes como o do maestro e pianista João Carlos Martins, o violoncelista Antônio Meneses, o flautista Rogério Wolf e o pianista Victor Asuncion, entre vários outros. Produzido pela pianista Ana Lúcia Altino, sob direção artística do maestro Rafael Garcia, o festival acontece entre os dias 07 e 12 de julho e é aberto ao público.

O concerto de abertura conta com a genialidade e a performance emocionante do maestro João Carlos Martins, 69 anos. Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras, após um nervo rompido na mão direita, João Carlos realizou um tratamento para retomar seu contato com o piano, em um trabalho minucioso de memorização de nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música. No entanto, esse trabalho o levou a desenvolver uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER), obrigando-o a deixar o piano e voltar a se dedicar a regência. No dia 07 de julho, às 19h, o público presente poderá conferir João Carlos Martins à frente de um concerto especial de estréia com a Orquestra Virtuosi de Gravatá, que será montada especialmente para o festival.

Especialista em Johann Sebastian Bach, João Carlos Martins rege duas peças do compositor. Como solistas, destacam-se o flautista Rogério Wolf, considerado um dos mais importantes do país, e o violinista Benjamin Sung, spalla da Orquestra Sinfônica de Fargo-Moorhead e professor das Universidades estaduais de Minnesota e North como o solista da noite. Ainda na noite de abertura, Gravatá tem o privilégio de receber pela primeira vez no Estado dois grandes instrumentistas reconhecidos mundialmente: o violista Alexandre Razera, dono de um vasto currículo, e que chegou a gravar com a Filarmônica de Berlim, e o violoncelista búlgaro Hrant Parsamian, colecionador de prêmios de importantes da música de concerto pelo mundo.

No segundo dia de festival, Antônio Meneses, o mais célebre violoncelista que o Brasil já teve e um dos convidados mais que especiais do I Festival VIRTUOSI de Gravatá executará lo Concertino para violoncelo e orquestra de cordas do compositor pernambucano Clóvis Pereira dedicado ao grande violoncelista. Fechando a programação da segunda noite, peça do austríaco Joseph Haydn, um dos compositores mais importantes do período clássico. O repertório será executado pela Orquestra Virtuosi de Gravatá, sob a regência do maestro Chileno Rafael Garcia que além de Antônio Meneses como solista conta também com os violinistas Benjamin Sung e Valter Soares, o violista Alexandre Razera e o violoncelista Hrant Parsamian na execução da obra Introdução e Allegro do compositor inglês Sir Edward Elgar. O concerto tem início às 19h.

No dia 09 de julho, às 19h, a Igreja Matriz de Sant’Ana recebe uma estrela do piano. Conhecido e admirado pelo público recifense, tendo participado de edições anteriores do Virtuosi no Teatro de Santa Isabel, o brilhantismo do pianista filipino Victor Asuncion volta a Pernambuco para recital de peças do compositor alemão Robert Schumann e do compositor russo Modest Petrovich Mussorgsky. O dia 10 de julho, também às 19h, traz uma programação com obras clássicas e inesquecíveis de Astor Piazzolla e Antonio Vivaldi executadas pela Orquestra Virtuosi de Gravatá, mais uma vez sob a regência do maestro Rafael Garcia, com a presença do violinista Benjamin Sung.

Nos concertos do final de semana, nos dias 11 e 12 de julho, o I Festival VIRTUOSI de Gravatá inicia sua programação a partir das 11h da manhã. Para a manhã de sábado, o festival reservou a apresentação de um programa de obras virtuosísticas para os vários instrumentos de cordas e piano, incluindo a célebre Valsa Mefisto para piano do compositor Franz Liszt, o Capricho n. 24 de Paganini, composto para violino solo, mas que será executado no contrabaixo pelo romeno Catalin Rotaru. O programa conta ainda com a participação de Benjamin Sung, Alexandre Razera e Hrant Parsamian.

No domingo, o festival apresenta uma programação diversificada com peças de Mozart, Delibes, Schocker, Enesco, Guarnieri, Fauré e Demersseman. As obras serão executadas em um recital de flautas por Nicole Esposito e Rogério Wolf tendo Victor Asuncion ao piano. Às 17h do domingo, 12 de julho, a Igreja Matriz de Sant’Ana se despede da primeira edição do VIRTUOSI DE GRAVATÁ com clássicos da música de concerto. O concerto de encerramento traz uma programação especial contando mais uma vez com a Orquestra Virtuosi de Gravatá, sob a batuta do maestro Rafael Garcia e com a participação especial do consagrado contrabaixista romeno Catalin Rotaru, premiado pelo International Society of Bassists Competition. Peças de Carl Maria von Weber, Doppler e Haydn voltam a serem executadas.

O I Festival Virtuosi de Gravatá celebra o compositor Joseph Haydn que, neste ano, está sendo comemorado em todo mundo. O ano de 2009 marca o bicentenário de morte do músico, motivo pelo qual os produtores do evento resolveram destacá-lo em sua programação com mais de um dia de homenagens. Os dois concertos para violoncelo e orquestra serão executados por violoncelistas diferentes como Antonio Meneses e Hrant Parsamian. Curiosamente o contrabaixista romeno Catalin Rotaru executará no seu instrumento na última noite do festival o Concerto em dó maior de Haydn, o mesmo que será apresentado por Antonio Meneses.

Para a primeira visita do VIRTUOSI a Gravatá, a produtora Ana Lúcio Altino e o maestro Rafael Garcia montaram uma programação rica com convidados que fazem parte da primeira linha dos músicos de concerto do mundo. Será um momento histórico para a cidade e que, com certeza, ficará na memória de todos que comparecerem.

SERVIÇO:
I FESTIVAL VIRTUOSI DE GRAVATÁ
Rafael Garcia, diretor artístico
Igreja Matriz de Sant’Ana
07, 08, 09 e 10 de Julho – 19h
11 e 12 de Julho – 11h
Concerto de Encerramento – 12 de julho – 17h.
Entrada Franca




PROGRAMAÇÃO

07|07 CONCERTO DE ABERTURA JOÃO CARLOS MARTINS 19h

W.A.MOZART [1756-1791]
Divertimento nº 1 em si bemol maior,

J.S.BACH [1685-1750]
Suíte nº 2 em si menor, BWV 1067

II
J.S.BACH [1685-1750]
Ária da Suite nº 3 para piano e orquestra de cordas
JOÃO CARLOS MARTINS, piano

T. JOBIM [1927-1994]
Insensatez (piano e orquestra de cordas)
Luiza (piano solo)

B. POWELL[1937]
Samba em Prelúdio (piano, viola e cordas)
ALEXANDRE RAZERA, viola

T. JOBIM [1927-1994]
Eu sei que vou te amar (piano, cello e cordas)
HRANT PARSAMIAN, cello

BACH/GOUNOD
Ave Maria (piano e violino solo)
BENJAMIN SUNG, violino

ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
JOÃO CARLOS MARTINS, regente


08|07 ANTONIO MENESES 19h

E. ELGAR [1857-1934]
Introdução e Allegro Op.34

C. PEREIRA [1932]
Concertino para cello e orquestra de cordas em sol maior

J.HAYDN [1732-1809]
Concerto nº1 em Dó maior, Hob VIIb/1

ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
RAFAEL GARCIA, regente


09|07 RECITAL DE PIANO VICTOR ASUNCION 19h

R. SCHUMANN [1810-1856]
Carnaval Op. 9

M. MUSSORGSKY[1839-1891]
Quadros de uma Exposição


10|07 AS 4 ESTAÇÕES DE VIVALDI & PIAZZOLLA 19h

A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 1 em mi maior Op. 8, A Primavera

A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Verano Porteño

A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 2 em sol menor, Op.8, O Verão

A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Outono Porteño

A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 3 em fá maior Op.8, O Outono

A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Inverno Porteño

A. VIVALDI [1678 – 1741]
Concerto nº 4 em fá menor Op.8, O Inverno

A. PIAZZOLLA [1921-1992]
Primavera Porteña

BENJAMIN SUNG, violino
ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
RAFAEL GARCIA, regente


11|07 UM PROGRAMA VIRTUOSO 11h

HANDEL/HALVORSEN
Passacaglia para violino e viola

G. BOTTESINI [1821-1889]
Elegia em ré maior
Tarantella em lá menor

N. PAGANINI [1782-1840]
Caprice n. 24 em lá menor

M. RAVEL [1875-1837]
Tzigane para violino e piano

P. SARASATE [1844-1908]
Zigeunerweisen para cello e piano

F. CHOPIN [1810-1849]
Polonaise Brillante Op. 3

F. LISZT [1811-1886]
Mephisto Waltz

BENJAMIN SUNG, violino
ALEXANDRE RAZERA, viola
HRANT PARSAMIAN, cello
CATALIN ROTARU, baixo
VICTOR ASUNCION, piano


12|07 NICOLE ESPOSITO & ROGÉRIO WOLF 11h
RECITAL DE FLAUTA

L. DELIBES [1836-1891]
Flower Duet from “Lakmé” Para duas flautas e piano

G. SCHOCKER [1959]
Two Flutes (on the loose) in Fujian para duas flautas e piano

G. FAURÉ [1845-1924]
Fantaisie para flauta e piano

W.A.MOZART [1756-1791]
Two Duos from “The Magic Flute” para duas flautas
G. ENESCO [1881-1955]
Cantabile e Presto para flauta e piano

C.GUARNIERI [1907-1993]
Duo for two flutes

J.DEMERSSEMAN [1829-1868]
Guillaume Tell Duo Brilliant para duas flautas e piano



12|07 CONCERTO DE ENCERRAMENTO 17h

C.M von WEBER [1786-1826]
Andante e Rondo Ungarese para viola e orquestra
ALEXANDRE RAZERA, viola

J.HAYDN [1732-1809]
Concerto nº 2 em ré maior para cello e orquestra, HobVIIb/2
HRANT PARSAMIAN, cello

F. DOPPLER [1821- 1883]
Andante e Rondo para duas flautas e orquestra de cordas Op.25
NICOLE ESPOSITO & ROGÉRIO WOLF, flautas

J.HAYDN [1732-1809]
Concerto nº1 em Dó maior, Hob VIIb/1
CATALIN ROTARU, contrabaixo

ORQUESTRA VIRTUOSI DE GRAVATÁ
RAFAEL GARCIA, regente












RAFAEL GARCIA, regente e diretor artístico
É o criador, diretor artístico e regente do festival VIRTUOSI. Natural do Chile, desempenhou no Brasil inúmeras funções como violinista, professor, diretor artístico, regente, criador e coordenador de projetos culturais significativos para o desenvolvimento da música. Ao longo dos anos conquistou relevantes oportunidades como o cargo de Spalla da OSESP com o Maestro Eleazar de Carvalho; a implantação do movimento musical na Paraíba; a estréia na América do Sul da “Sinfonia dos Dois Mundos”; a posição de professor do New England Conservatory e criação do Lexington Music Festival em Boston; membro fundador e Spalla da Orquestra Filarmônica Norte/Nordeste; criação e reativação da Orquestra Jovem de Pernambuco entre outras. Rafael Garcia não se tem destacado, no nosso meio, somente pelo exímio domínio de sua arte; mas também pelo infatigável empenho no esforço de difundir a eterna música clássica.


ARTISTAS CONVIDADOS

ALEXANDRE RAZERA, viola
Nascido em São Paulo, iniciou seus estudos musicais na Escola de Música de Piracicaba. Bolsista da Fundação Vitae estudou na Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim (Karajan Stiftung). No período em que esteve como bolsista foi orientado por Wilfried Strehle, além de ter tido a oportunidade de realizar concertos, turnês e gravações junto a Filarmônica de Berlim sob a regência de maestros como Cláudio Abbado, Simon Rattle, Daniel Baremboim, Lorin Maazel, Kurt Masur, Nikolaus Hornoncourt, Trevor Pinock, Gunter Wand, entre outros. Realizou concertos, gravações e turnês junto a várias orquestras européias como: Filarmônica de Berlim, Orquestra da Rádio de Berlim, Orquestra de Câmera de Berlim, Orquestra da Ópera de Berlim (Deutsche Oper), Mahler Chamber Orchestra , Orquestra da Rádio de Ljubljana, entre outras. Foi professor no Festival Eleazar de Carvalho, realizado em Fortaleza e Campos do Jordão.

ANTONIO MENESES, violoncelo
Nascido em Recife, começou a estudar violoncelo aos 10 anos de idade. Aos 16 anos conheceu o famoso violoncelista italiano Antonio Janigro que o convidou a freqüentar as suas aulas em Düsseldorf e mais tarde em Stuttgart. Recebeu a medalha de ouro no Concurso Internacional Tchaikovsky de Violoncelo aos 24 anos, em 1982. Em 1977 ganhou o Prêmio Internacional da Televisão de Munique, que não era concedido havia 20 anos. Foi convidado por Herbert von Karajan para tocar o Concerto Duplo de Brahms ao lado da violinista Anne-Sophie Mutter. Antonio Meneses se apresenta regularmente com as mais importantes orquestras do mundo e participa de importantes festivais como Casals, Salzburg, Lucerna, Viena, entre outros. Foi membro do Beaux Arts Trio e tem gravações com a Deutsche Grammophon e Audivis. A partir de outubro de 2007 Meneses assumiu uma posicão de professor de violoncelo no Consevatório de Berna, Suíça. Antonio Meneses toca um violoncelo de ALESSANDRO GAGLIANO feito em Nápoles ca. 1730.
BENJAMIN SUNG, violino
Fundador e diretor do ClefWorks Music Festival, é atualmente Spalla da Orquestra Sinfônica de Fargo-Moorhead e professor das Universidades estaduais de Minnesota e North Dakota. É também diretor artístico da Série de concertos Cheryl Nelson Lossett Performing Arts. Recentemente foi Spalla convidado da Trondheim Symphony Orchestra, Noruega e foi solista e professor no Festival de Garanhuns, Brasil assim como foi escolhido como membro do Arsenal Trio para participar do Chamber Music Residency no Banff Centre for the Arts. Tem se apresentado regularmente com várias orquestras sinfônicas americanas e é artista convidado do festival Virtuosi em Recife. Bacharel em Música pela Eastman School of Music onde estudou com Oleh Krysa, recebeu o diploma de Doutor na Universidade de Indiana.

CATALIN ROTARU, contrabaixo
Natural da Romênia, Catalin é professor da Escola de Música da Arizona State University desde 2005. Formado pela Universidade de Música de Bucarest, é mestre pela Universidade de Illinois pela Champaign-Urbana. Foi professor da Universidade de Wisconsin. Tem se apresentado na Europa, Estados Unidos América do Sul e Japão. Foi principal da Orquestra da Radio Nacional da România, da Sibiu Filarmônica, Virtuosi Chamber Orchestra de Bucarest, Danville Symphony entre outras. Premiado pelo International Society of Bassists Competition, venceu o Krannert Center for the Performing Arts Debut Recital Award em 1997.

HRANT PARSAMIAN, violocenlo
Vencedor dos concursos internacionais Houston Symphony Ima Hogg, Olga Koussevitzky, HAMS, Hudson Valley e Carlos Prieto Cello Competition, México, Hrant Parsamian nasceu na Bulgária, formou-se pela Academia Superior de Música de Viena e recebeu o diploma de Mestre pela Yale University. Tem se apresentado como camerista nas grandes salas de concerto dos Estados Unidos e Canadá. Tem colaborado com artistas tais como Hans Graf, Carlos Prieto, Vladimir Ashkenazy, Zakhar Bron, Natalya Shakhovskaya, Franz Helmerson, Richard Watkins, e Hansjorg Schellenberger.

JOÃO CARLOS MARTINS, regente
João Carlos Martins em 1982 foi tema de uma reportagem de segunda página inteira do The New York Times, tendo diversas vezes recebido artigos de fins de semana deste mesmo jornal. Também foi capa do Washington Post, levando a música clássica para as primeiras páginas dos jornais nos EUA, enchendo de orgulho o nosso País. Ele teve sua vida registrada em dois documentários europeus vencedores de festivais internacionais. Hoje continua levando a sua arte à todos aqueles que tenham oportunidade de ouvi-lo, assumindo a sua responsabilidade social no Brasil. Após uma carreira meteórica como pianista com mais de mil apresentações no exterior, deixou como legado a gravação completa da obra de J.S.Bach para teclado. Considerado um de seus maiores interpretes do século XX - apesar das inúmeras adversidades, acabou por abandonar o piano definitivamente no ano de 2003. Em 2004 iniciou uma nova carreira aos 63 anos como maestro, transformando-se no músico clássico brasileiro mais requisitado pelo Brasil afora, seja com a sua Bachiana Filarmônica ou com a sua Bachiana Jovem. No ano de 2008, que incluiu um histórico concerto no Carnegie Hall de Nova York para 2.800 pessoas, se apresentou inúmeras vezes nos principais teatros nacionais, e levou a música clássica para 350 mil brasileiros em recintos fechados e para de mais um milhão em concertos públicos ao ar livre. O seu trabalho social de musicalização para crianças, ao lado da Fundação Bachiana, está sendo reconhecido não só no Brasil como também no exterior, e sua determinação e poder de superação são exemplos para todos. Esse é João Carlos Martins, que costuma dizer: “Esses são os primeiros passos de um projeto que fará a diferença para a nossa juventude”.

NICOLE ESPOSITO, flauta
Flautista carismática e versatil, Nicole Esposito é Professor Assistente de Flauta da Universidade de Iowa, EU. Participou de grandes festivais internacionais como Piccolo Spoleto Festival, Interlochen Arts Academy, Detroit Institute for the Arts, Musikhochschule- Wuppertal e North American Cultural Center of Costa Rica. Esposito tem se apresentado em numerosas convenções de flautistas incluindo as de Orlando, Washington DC, Nashville, San Diego, e Pittsburgh assim como conferências regionais incluindo Florida Flute Fair, Madison Flute Festival e Iowa Flute Festival.Como flautista de orquestra tem tocado com vários maestros importantes tais como James Conlon, David Zinman, Gunther Schuller, Robert Spano, Micheal Stern, David Robertson, James DePreist, Anne Manson, Lawrence Foster, Leif Segerstam e Andrew Litton. Principal Flauta da Dubuque Symphony Orchestra, Esposito tem também exercido o cargo de Principal Flauta da Ohio Light Opera, participando de 3 gravações (Albany Records).
ROGÉRIO WOLF, flauta
Após mais de 25 anos como primeira flauta das melhores orquestras do país como OSESP e OSB atualmente dedica-se a concertos como solista e camerista e é presidente da Associação Brasileira de Flautistas-ABRAF. Professor na Escola Superior de Música da Faculdade Cantareira - SP, Escola Municipal de Música de São Paulo e Instituto Baccarelli. É integrante do Núcleo Hespérides - Música das Américas. Desde 2005 é convidado a participar no Festival Virtuosi em Recife, PE onde teve oportunidade de participar em concerto com Antonio Menezes, tocando a peça Assobio a Jato de Villa Lobos. Em 2000 participou da Convenção da Associação Americana de Flauta em Columbus, OH - EUA, em dois concertos, onde tocou a primeira audição norte-americana do concerto para duas flautas e cordas de Ernst Widmer. Já atuou como solista nas principais orquestras do Brasil.

VICTOR ASUNCION, piano
Natural de Filipinas tem se apresentado em grandes salas de concerto de vários países como Canadá, Japão, México e Filipinas. Fez sua estréia aos 18 anos com a Manila Chamber Orchestra e seu primeiro recital em New York em 1999. Como pianista tem se apresentado sob a direção de Harold Farberman, Corrick Brown, Arthur Weisberg, Zev Dorman, Enrique Batiz, Bobby McFerrin, James Conlon e James Judd. Um entusiasta da música de câmara tem colaborado com artistas como Lynn Harrell, Cho-Liang Lin, , Andres Diaz, Emerson String Quartet entre outros. É frequentemente convidado para participar de festivais como Amelia Island Chamber Music Festival, Santa Fe Chamber Music Festival, e Garth Newel Chamber Music Festival. Faz parte do corpo docente do Aspen Music Festival and School. É professor assistente de piano e música de câmara da Universidade de Memphis desde 2004.

DIREÇÃO GERAL: ANA LÚCIA ALTINO
DIREÇÃO ARTÍSTICA: RAFAEL GARCIA
REALIZAÇÃO: VIRTUOSI SOCIEDADE ARTÍSTICA LTDA
PRODUÇÃO: VIRTUOSI SOCIEDADE ARTÍSTICA LTDA
CO-PRODUÇÃO: LUCIANA ALTINO
ASSESSORIA DE IMPRENSA: COQUETEL MOLOTOV
www.coquetelmolotov.com.br

CRIAÇÃO GRÁFICA: TIAGO ROFFÉ
CRIAÇÃO DO SITE: BRUNO NOGUEIRA
www.virtuosi.com.br

Repórter JC

Consulado da França lembra Louis Vauthier

O consulado promoverá, dia 21 de outubro, às 19h, no Santa Isabel, o Concerto da Amizade, para lembrar a passagem do engenheiro francês pelo Recife.

Obra de Paulinyi em Campinas: 30 de junho de 2009‏

Orquestra de Câmara Ars Musicalis, sob regência do maestro Hermes Coelho, apresenta a obra "Ipê Sorrindo" de Zoltan Paulinyi.

Programa: Ipê Sorrindo (partitura em PDF), de Zoltan Paulinyi, Concerto de Haydn para 2 trompas, canções e modinhas brasileiras incluindo Carlos Gomes.

Participações especiais de Rafael Proença e Denis Vieira (trompas) e Marina Gabetta (soprano).

Série Terças-clássicas
Data: 30/6/2009 às 20 horas.
Local: Teatro do Centro de Convivência, Praça Fluminense s/n, Cambuí, Campinas, SP
Ingressos: R$15

Partitura: http://www.paulinyi.com/
Outras informações: http://paulinyi.blogspot.com/

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

7th International Composition Competition "R. Marenco" - Italia‏

7° CONCORSO INTERNAZIONALE DI COMPOSIZIONE "ROMUALDO MARENCO"

A) COMPOSIZIONE PER BANDA

Quota di iscrizione: 60,00 Euro - Premio unico 5.000,00 Euro

B) COMPOSIZIONE PER STRUMENTO SOLO – EUPHONIUM

Quota di iscrizione: 30,00 Euro – Premio unico: 2.000,00 Euro

Direttore Artistico: M° Maurizio Billi

Scadenza: 31 Luglio 2009

Sotto l’Alto Patronato del Presidente della Repubblica Italiana

Giuria

Maurizio Billi - Italia

Axel Ruoff - Germania

Bruce Fraser - Regno Unito

Fulvio Creux - Italia

Jan Van der Roost - Belgio

Jean Philippe Vanbeselaere - Francia

Thomas Fraschillo - Stati Uniti

INFORMAZIONI (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it

*****

7th INTERNATIONAL COMPOSITION COMPETITION “ROMUALDO MARENCO”

A) COMPOSITION FOR BAND

Entrance fee: 60,00 Euro - One Prize: 5.000,00 Euro

B) COMPOSITION FOR SOLO INSTRUMENT – EUPHONIUM

Entrance fee: 30,00 Euro - One Prize: 2.00,00 Euro

Artistic Director: M° Maurizio Billi

Deadline: 31st July, 2009

Under the High Patronage of the President of the Italian Republic

Jury

Maurizio Billi - Italia

Axel Ruoff - Germania

Bruce Fraser - Regno Unito

Fulvio Creux - Italia

Jan Van der Roost - Belgio

Jean Philippe Vanbeselaere - Francia

Thomas Fraschillo - Stati Uniti

INFORMATION (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it

7ème CONCOURS INTERNATIONAL DE COMPOSITION “ ROMUALDO MARENCO »

A) COMPOSITION POUR ORCHESTRE D'HARMONIE

Frais d’inscription: 60,00 Euro - Le prix unique: 5.000,00 Euro

B) COMPOSITION POUR INSTRUMENT SOLO – EUPHONIUM

Frais d’inscription: 30,00 Euro - Le prix unique: 2.00,00 Euro

Directeur artistique: M° Maurizio Billi

Avant: 31 Juillet 2009

Sous l'Haut Patronage du President de la Republique Italienne

Giuria

Maurizio Billi - Italia

Axel Ruoff - Germania

Bruce Fraser - Regno Unito

Fulvio Creux - Italia

Jan Van der Roost - Belgio

Jean Philippe Vanbeselaere - Francia

Thomas Fraschillo - Stati Uniti

INFORMATIONS (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it

*****

VII CONCURSO INTERNACIONAL DE COMPOSICIÓN “ROMUALDO MARENCO”

A) POR BANDA

Cuota de inscripción: 60,00 Euro - Premio único: 5.000,00 Euro

B) POR INSTRUMIENTO SOLO – EUPHONIUM

Cuota de inscripción: 30,00 Euro - Premio único: 2.000,00 Euro

Director Artístico: M° Maurizio Billi

Dentro la fecha del: 31 de julio 2009

Con el Patrocinio del Presidente de la República

Jurado

Maurizio Billi - Italia

Axel Ruoff - Germania

Bruce Fraser - Regno Unito

Fulvio Creux - Italia

Jan Van der Roost - Belgio

Jean Philippe Vanbeselaere - Francia

Thomas Fraschillo - Stati Uniti

INFORMACIÓNES (Dott.ssa Patrizia Orsini)
Tel +39 0143 76246 - Fax +39 0143 72592
e-mail: concorsomarenco@comune.noviligure.al.it - http://www.comune.noviligure.al.it

Repórter JC

MÚSICA, FÉRIAS E MUITO FRIO

O violoncelista pernambucano Antonio Meneses será a estrela maior do 1º Virtuosi em Gravatá, entre 7 e 12 de julho. O festival pretende unir o útil ao agradável: música erudita, férias e frio.

João Alberto

Cinema - O documentário Maestro Formiga, de Amaro Filho e Rafael Coelho, sobre o maestro Ademir Araújo, foi um dos 16 trabalhos brasileiros selecionados para o Festival Internacional do Documentário Musical no Brasil. Será exibido amanhã, em São Paulo e, domingo, no Rio.

Imortal - O pianista Edson Bandeira de Melo foi eleito, por unanimidade, para a cadeira 37 da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, na vaga deixada pelo maestro Mário Câncio.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Um poema, de brinde

Do simbolista português Camilo Pessanha (1867-1926).

***

Violoncelo

Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo...

De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.

Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...

Trémulos astros...
Soidões lacustres...
– Lemos e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!

Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
– Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.

Músicos de Tejucupapo no Vitrine

Seguindo a trilha das ruas de terra e casas simples de Tejucupapo, Anderson Souza, 16 anos, Élton Alexandre e Josimar Santana, ambos de 15 anos, encontraram a música. Os garotos fazem parte da banda do Núcleo Social Nassau, próxima convidada do projeto Vitrine, que será realizado na segunda-feira (29), no auditório dos Diarios Associados, em Santo Amaro. Tejucupapo, distrito de Goiana, na Zona da Mata Norte, assim como muitos outros interiores espalhados pelo país afora, não oferece muitas possibilidades aos jovens da região. O projeto Núcleo Social Nassau começou em 2005 e, aos poucos, tem conseguido transformar essa realidade. Lá, numa estrutura de 6,6 mil metros quadrados, 260 alunos podem fazer oficinas de música, dança, pintura, reciclagem, escultura, além de aulas de informática, reforço escolar e cidadania.

No grupo de música, que congrega violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, percussão e metais, estão alguns dos jovens mais dedicados. Todos estão ensaiando há cerca de um mês para a apresentação queterá um repertório de música popular, incluindo sucessos como Tareco e mariola, forró de Flávio José, e Deus e eu no Sertão, de Víctor e Léo. "É muito bom ter essa oportunidade de tocar e mostrar um pouco da nossa história e da nossa cultura", diz o professor da turma, Charles Roberto da Silva. Foram nas aulas de teoria e prática musical que muitos dos alunos tiveram o primeiro contato com algumas manifestações da cultura pernambucana, como maracatu, caboclinho, ciranda.

"Queremos trabalhar com elementos da própria realidade deles, mas que muitas vezes eles não tinham acesso", explica Liana Maia, coordenadora do projeto. Walmir de Oliveira Araújo, 21 anos, aprendeu a lição. Além de aprender a técnica dos instrumentos de percussão, o morador de Goiana, por conta da dificuldade financeira, passou a criar os próprios instrumentos. "É aqui que vou melhorar de vida, conhecer mais de música. E não vou desistir dos meus sonhos na percussão. Aprendi a ter persistência aqui", diz. Quem quiser acompanhar gratuitamentea apresentação da grupo musical do Núcleo Social Nassau pode reservar ingressos pelo telefone 81 3320-2020. (Pollyanna Diniz)

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Concertos de Música de Câmara‏ em Palmas-TO

GRUPO PALMAS-MÚSICA APRESENTA

Série Concertos em Pauta

A INFANTICIDA MARIE FARRAR
Montanari - Infanticida.jpg

Quinta, 25 de junho
20:30 horas
Theatro Fernanda Montenegro

Entrada Franca

Programa de música de câmara (música para ouvir).

Destacando obras de Michel Scheir e Antonio Celso Ribeiro

Soprano - Helena Zica
Flauta - Mira Benvenuto
Violão - Leo Perotto
Piano - Aline Martins e Heitor Oliveira

Repórter JC

Proença de volta ao Teatro Santa Isabel

O pianista gaúcho Miguel Proença, 70 anos, retorna ao Recife com o Projeto Piano Brasil, que percorrerá 20 cidades. Dia 19 de julho, às 18h.

Alex

Música

A sociedade do Recife, com nomes de grande prestígio, compareceu ao Santa Isabel, dia 18, para assistir ao concerto do pianista Arnaldo Cohen que tocou piano e alguns números com violino e violoncelo. Os anfitriões, que estão de parabéns, foram Joel e Hilda Queiroz Neto em nome de sua empresa a UBF-Pactual (sic). Grande noite.

PS.: UBS-Pactual, o banco privado que contratou Cohen. Pelo visto a filial Recife, pois trata-se de uma empresa mundial.

Foco

O presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, acerta os preparativos para festa em homenagem aos 75 anos da instituição, dia 7, no Paço Alfândega. Como atração, a Orquestra Cidadã dos Meninos do Coque.

João Alberto

Jubileu - O presidente José Mário Cavalcanti organiza a programação dos 75 anos do Crea de Pernambuco, dia 7, no Paço Alfândega, que terá apresentação da Orquestra Criança Cidadã.

Maestro Formiga em festival nacional

O documentário Maestro Formiga, que mostra a trajetória profissional do maestro Ademir Araújo, foi selcionado para a 1ª edição do Festival Internacional do Documentário Musical no Brasil (IN-EDIT Brasil). Gravado no Recife, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, o documentário, realizado pela Página 21 e Plural, revive a carreira do maestro, um revolucionário do frevo, que conta sobre sua alegria em formar novos músicos e criar composições e arranjos inovadores. Será apresentado em São Paulo e no Rio, a partir de sexta-feira.

Letras às terças

Marisa Rezende e Rilke // Pianista, compositora, com cursos de pós-graduação em Londres e na Universidade de Santa Bárbara (EUA), Marisa, que ensinou no Curso de Música da UFPE e teve três de suas composições executadas pela OSESP, é autora do belíssimo espetáculo intitulado Indizível, inspirado na Nona Elegia de Duino, de Rainer Maria Rilke, levado à cena no Rio de Janeiro. Marisa esteve entre nós na semana passada, em simpático encontro com professores e alunos do Curso de Música da UFPE.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Repórter JC

Apesar da crise

Lu Araújo, diretora artística da Mimo, garante que, apesar da crise financeira, o festival de música de Olinda terá recursos da Petrobras e BNDES. Entre 1º e 7 de setembro.

» Mimo no Recife

Araújo anuncia ainda que a Prefeitura do Recife acolherá também a Mimo. Serão quatro concertos na Igreja Madre de Deus e na Matriz do Carmo, no Recife.

Música é a arma dos guerreiros de Tejucupapo

Grupo do Núcleo Social Nassau mostra seu talento no próximo dia 29, no auditório dos Diários Associados

Pollyanna Diniz
pollyannadiniz.pe@diariosassociados.com.br


Na história de Tejucupapo, distrito de Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana, mulheres guerreiras expulsaram os holandeses no ano de 1646. Séculos depois, jovens guerreiros da mesma comunidade lutam contra outros inimigos: a pobreza, a desigualdade social, a falta de educação, as drogas. Problemas enfrentados por adolescentes de muitos lugares do país que, em Tejucupapo, estão sendo vencidos com a música. Desde 2005, um grupo - que hoje chega a 91 alunos - se reúne todos os dias no Núcleo Social Nassau para estudar e ensaiar músicas populares. De sandálias nos pés, destrinchando os meandros de cada instrumento, os jovens músicos se concentram para não errar nenhuma nota de Tareco e mariola, forró de Flávio José.

"Queremos valorizar a nossa cultura. Alguns, quando chegaram aqui, não sabiam o que era maracatu, ciranda, maculelê", explica o professor Charles Roberto da Silva. A intenção não é fazer profissionais, mas contribuir para a formação dosjovens. No Núcleo, eles têm ainda reforço escolar, aulas de informática e cidadania e uma biblioteca.

Roberta Santos, 13 anos, começou a estudar violão há três semanas, mas já acompanha o grupo nas principais músicas. A rotina da garota - que está cursando o Ensino Fundamental - é puxada. Pela manhã, ela está no projeto; à tarde, vai à escola e, quando chega em casa, no início da noite, treina as músicas repassadas pela manhã. "Meus pais vão até comprar um violão. Vou aprender bem rápido", diz.

A banda do Núcleo congrega violões, cavaquinhos, banjos, bandolins, percussão e metais. Alguns dos instrumentos são únicos. Não podem ser encontrados em outros grupos ou bandas. São aqueles que foram criados por um dos alunos: Walmir de Oliveira Araújo, de 21 anos. Quando entrou no projeto, em 2005, Walmir já tinha a mania de "percussão".

Com as aulas, o conhecimento se tornou mais técnico. "Hoje sei ler partituras, por exemplo. Quero aprender muito com quem sabe. O meu sonho era conhecer Naná Vasconcelos e aprender com ele. Mas não vou desistir mesmo com as dificuldades", declara entusiasmado. Morador de Goiana, Walmir usa tampinhas de garrafa, embalagens de doce, náilon, coco, para fazer instrumentos musicais. "Não tinha dinheiro para comprar. Por isso, tive que inventar. E é isso que quero fazer da vida. Aqui vou ter oportunidades. Teve um tempo em que tive que sair do projeto para ir trabalhar na maré com o meu tio. Mas não é lá que vou melhorar de vida".

Assim como na família de Walmir, muitos pais de alunos tiram o sustento da casa da maré ou dos trabalhos braçais, como a construção civil. Mas eles reconhecem a importância dos filhos terem contato com a música. Josimar Santana, 15 anos, por exemplo, recebeu uma proposta de emprego na semana passada. Iria entregar água mineral para um mercadinho da comunidade, mas o pai não aceitou que o filho trabalhasse. "O pai dele não quis que ele largasse a música. Acho muito bom que ele tenha oportunidades que a gente não teve. Com o tanto que ele estuda, vai ser músico", contaa mãe Eliane Maria de Santana. Ao lado dos amigos Anderson Souza, 16 anos, e Élton Alexandre Ferreira, 15 anos, Josimar volta para casa tocando cavaquinho, sonhando com o futuro. "Vamos montar uma banda de swingueira", diz Josimar.

O grupo de música do Núcleo Social Nassau vai participar, no próximo dia 29, do Projeto Vitrine, no auditório dos Diários Associados, em Santo Amaro. Os alunos foram convidados por Cussy de Almeida, maestro curador do projeto, que conheceu alguns jovens numa visita que eles fizeram à Orquestra Criança Cidadã dos Meninos do Coque. Para reservar ingressos, entrar em contato pelo fone 3320-2020.


Mudanças sensíveis na comunidade

Projeto oferece oficinas de dança, pintura, reciclagem e escultura para 260 alunos e jovens comemoram as conquistas

A oficina de música não é a única atividade disponível para os jovens do Núcleo Social Nassau, criado em 2005. No espaço de 6,6 mil metros quadrados, 260 alunos podem fazer oficinas de dança, pintura, reciclagem e escultura. "Todos precisam estar matriculados na escola. Neste tempo em que estamos aqui em Tejucupapo, já podemos ver mudanças na comunidade. São jovens que normalmente não teriam acesso a atividades extraclasse. Eles ficariam nas ruas, iriam trabalhar ou poderiam se envolver com drogas", explica Liana Maia, coordenadora do projeto.

Rogério Silvano de Souza, 22 anos, foi aluno do projeto-piloto do Núcleo Social, na comunidade da Ilha de Itapessoca e hoje ajuda os colegas a modelar esculturas feitas de papel. Nas peças, a cultura da região é resgatada. "Nós esculpimos as guerreiras, as heroínas, fazemos caboclos de lança, peças sacras", explica o estudante. Na sala ao lado, o papel reciclado é preparado. Quem explica o processo em detalhes é Rosemilson Nascimento da Silva, 13 anos. "A gente tira daágua, depois leva para a prensa e ainda vai secar. Aproveitamos casca de alho, de cebola, tudo para fazer papel".

O papel fabricado no projeto é usado para confeccionar peças de artesanato, caixas, cartões. "Temos peças feitas com papéis de fibra de bananeira, camomila, com sargaço. Aproveitamos todos os materiais", revela Camila Dias de Souza, estudante de 17 anos que, desde 2005, faz parte do projeto.

Na oficina de pintura, todos quietos, sentados em grandes mesas desenhando. "Eles conversam muito no início da aula, mas depois ficam entretidos na atividade", conta a ex-aluna e agora professora, Simone Sabino, 22 anos. Um dos mais concentrados é Erick Tenório, 12 anos. Ele está terminando de desenhar um dos personagens de um videogame. Falando baixinho, envergonhado, ele diz que "já desenhava nos cadernos do colégio, mas aqui aprendi a fazer a boca, o olho, o nariz".

Mais desinibidas, as alunas de dança se apresentam no palco do Núcleo. As coreografias são criadas por Marciana Maria da Silva, 21 anos. "Quemme passou a base da dança foi o professor daqui mesmo. Faço as danças a partir das letras das músicas ou dos toques", conta. A diretora e a coordenadora do Núcleo, acompanhando a apresentação, brincam dizendo que a jovem se autoafirmava "um perigo", quando chegou ao projeto. "Eu era um perigo mesmo. Era meio ignorante. Não queria saber de conversa, já partia para a briga. Aqui aprendi a ter paciência, a me relacionar com as pessoas de uma forma diferente", comemora a aluna.

Alex

A minha amiga queridíssima, mas que deseja ficar no anonimato, me enviou um DVD colossal, um balé baseado no Concerto Nº de Chopin, que é genial.

Sábado, 20 de Junho de 2009

João Alberto

Violinos e rabecas - A Mostra Internacional de Música em Olinda, que é um dos eventos mais importantes do gênero no Brasil, já tem uma das suas atrações confirmadas: Didier Lockwood, considerado um dos maiores violinistas franceses. A idéia de Lu Araújo, produtora da Mimo, é apresentar o encontro dele com as rabecas de nomes como Siba e Renata Rosa.

Aula de ritmos nordestinos

Projeto salão nobre para o forró foi encerrado no Teatro de Santa Isabel

Violino e rabeca numa mesma execução: a junção de Aza Branca, de Luiz Gonzaga, com o Concerto para Dois Violinos, de Bach. Dois Clássicos, um popular e um erudito.

Alunos de escolas municipais participaram da aula de encerramento dada por professores da Orquestra Sinfônica. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press
Tudo isso para mostrar aos alunos de duas escolas municipais do Recife, o fascinante mundo da música e suas nuances. Os estudantes presenciaram esse encontro de duas músicas aparentemente tão distantes, na aula de encerramento do projeto "Salão nobre para o forró", que reuniu, desde a última segunda-feira, 400 alunos de 10 escolas municipais, vinculados ao Programa Bolsa Escola Municipal.

Clique aqui e confira nosso especial de São João

Os 80 alunos das escolas municipais Educador Paulo Freire (Ipsep) e Professor Florestan Fernandes (Ibura), de faixa etária entre seis à 15 anos acompanharam ontem a última aula concerto do projeto que abordou as origens musicais dos festejos juninos e suas relações com o erudito e o popular, no Teatro de Santa Isabel. Quem deu a aula foi a violinista da Orquestra Sinfônica do Recife, Aglaia Costa. Ela tem tanta intimidade com a rabeca quanto com o violino. Duranteo concerto, Aglaia apresentou aos alunos do Bolsa Escola instrumentos das culturas europeia (violino, viola e violoncelo) e popular nordestina (rabeca, zabumba, alfaia, triângulos e pandeiros). "A intenção é promover uma interação com os estudantes, mostrando para eles a concepção da música erudita e da música popular, que harmoniosamente se encontram numa única linguagem musical", explicou. Para isso, ela contou com a colaboração de quatro colegas de sinfônica.

Artista deve buscar a autonomia

Publicado em 20.06.2009

O polivalente pianista Benjamim Taubkin mostra os caminhos alternativos que existe na música para não ficar refém de editais e patrocínios

Luís Fernando Moura

luisfernandomoura@gmail.com

O paulista Benjamim Taubkin começou cedo. Ainda na adolescência, o pianista organizava concertos para dar visibilidade ao que os amigos produziam. Anos mais tarde, já reconhecido no cenário da música independente, ele liderou projetos de produção cultural em gestões da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo e, mais recentemente, até lançou um selo, o Núcleo Contemporâneo. Tudo isso, no fim das contas, só teve um motivo: a paixão pela música, mas não como um mero articulador burocrático. A relação de Benjamim com o universo musical é, sobretudo, de artista, e tem origens tão antigas quanto aquele momento em que ele resolveu descobrir espaços, ao invés de esperar por apoio. É como multipersonalidade da música instrumental (convenhamos, ele já esteve em todos os lados possíveis no mercado musical independente) que ele apresenta duas palestras, hoje, pelo Porto Musical: Panorama latino-americano - visões da música no continente hoje, às 10h30, e A experiência da busca por autonomia no Brasil - caminhos possíveis para não criar dependência total de editais e patrocínios, às 16h, no Teatro Apolo.

Nos primeiros anos, Benjamim coordenava o projeto Música no Parque, no Bosque do Morumbi, na capital paulista. Por lá passaram diversos nomes conhecidos no nicho instrumental, como Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, e populares como Adoniran Barbosa e Moreira da Silva. O espectro de investidas foi aumentando, até que Benjamim participou da gestão da Secretaria Estadual de Cultura, de 1975 a 1977. Entre incontáveis festivais (ele nunca precisa os números com exatidão), certo dia resolveu voltar ao piano. “Me senti extremamente distante dele, então resolvi mergulhar na vida de músico. Tive o desejo de viver cada estapa. Toquei em bar, em teatro e fiz música para espetáculos de dança contemporânea. Para mim, a atividade mais importante é tocar, e isso é decisivo para o que faço até hoje”.

A distância da produção cultural não se delongou. Em 1994, Benjamim foi convidado a atuar em diversos projetos, organizando inclusive o Seminário de Produção Musical Independente, em São Paulo. “Como músico, passei a exercer uma espécie de rebeldia. Me convidavam para tocar e eu questionava todo o processo de produção”, diz. Para ele, havia algo errado na relação entre músicos e fomentadores. Ali estavam o articulador e o músico, mas também o pensador, que encara a produção musical como um desdobramento de seu desejo e realização artística, só justificada por eles.

“As pessoas me diziam ‘não dá para viver de música instrumental’, mas eu fui lá e vi que dá. É tudo uma experiência, como a de um cientista, que para provar uma lei física tem que fazer testes empíricos”. Se houve uma fórmula de Benjamim, um dos produtos é o selo Núcleo Contemporâneo, completamente independente do apoio de editais ou patrocínio. O pianista se acostumou a levar pessoalmente os CDs nas lojas e negociar com os vendedores. “Minhas ações de produção passaram a ser afirmações das ideias embutidas na própria música, como a de autoria, de que cada músico tem o desejo e o direito de se expressar”.

EDITAIS

Benjamim não “julga quem recorre a editais”, deixa logo claro. Porém, ele enxerga negativamente os frutos da estrutura de fomento adotada nos últimos anos. “Se eu não tiver meios para produzir minha própria música, nunca vou passar por esses filtros. O mercado de cultura perdeu força com os editais. O sistema deveria priorizar difusão e circulação, pois da forma que está, o mercado é fragilizado e maginaliza o público”.

Embora admita que os editais beneficiam diversas carreiras musicais, Benjamim vê os editais como desarticuladores, como um processo anti-natural. “É importante pensar na sustentabilidade do sistema. São várias realidades no Brasil, mas é importante fortalecer a integração entre elas através de outro tipo de política pública”. O músico acredita que o momento de transição (que é também de indefinição) dos esquemas de distribuição, com a internet tomando as proporções evidentes, pede o debate. “A primeira medida é acabar com o jabá. Uma política pública efetiva deve ser capaz disso. Além disso, é importante pensar em outros esquemas de produção, como políticas de financiamento, de concessão de crédito. Em terceiro lugar, é necessário redefinir estratégias de distribuição. É importante que o músico possa viver do que faz, e que ganhe pelo trabalho que produz e não através de patrocionadores”. A determinação é uma só: “é importante ter certeza da sua música”.

Pela programação de palestras do Porto Musical, o Apolo recebe ainda Deborah Sztanjberg com O "caso Roberto Carlos" e as biografias musicais, às 11h30, Andre Midani, com Ontem, hoje e o dia depois de amanhã, às 14h30 e a mesa redonda Novos modelos da indústria da música. No Porto Digital, Beto Villares com Trilha sonora não é música, às 10h30, Robert Soko, com Como a música tradicional dos Balkans está afetando as pistas de dança na Europa, às 11h30, e Christian Dittmar, que apresenta o novo projeto do GlobalMusic2one, instituto que criou o MP3, às 14h30.
MOSTRA DE MÚSICA EM OLINDA

Lu Araújo, diretora artística da Mimo, chega hoje ao Recife para acertar o festival de música que começa dia 1º de setembro. A crise impediu a vinda do violoncelista Yo-Yo Ma, como Araújo havia anunciado antes do festival de 2008.

***

Yo-Yo Ma também foi sondado pela produção do Virtuosi, que eu me lembre.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Primeiras dúvidas sobre a disciplina (Crítica musical)

Davi Lira, do terceiro período de Jornalismo na Federal, fez três perguntas sobre a disciplina, as quais respondo aqui porque podem ser dúvidas comuns a outros interessados.

1) Mas como é tua idéia de aula?

2) Que tipo de enfoque tu vai dá, mais especificamente?

3) A música erudita vai ser dominante nas aulas?

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Re:

1) As dez primeiras aulas serão teóricas. Na primeira, farei uma exposição de toda a disciplina, em especial das nove aulas seguintes. A décima aula será um seminário sobre ritmos pernambucanos, cuja forma de exposição e participação dos alunos vou definir posteriormente.

As oito aulas intermediárias serão divididas pela metade: primeira, uma exposição do assunto abordado nos textos indicados, pontuada com exemplos musicais (em áudio e vídeo) e aberta à discussão - se for propício e não atrapalhar o andamento da aula.

Na segunda metade, os alunos voluntários darão conta do recado, apresentando os seminários indicados, dentre os seguintes (estou aberto a sugestões nesse item):

- Tópicos de apreciação sobre música clássica (esse seminário é bem curto e eu próprio o farei)
- Quase cem anos de jazz
- Tropicalismo
- A “MPB” pernambucana (Teca Calazans, Ave Sangria, Devotos, Alceu Valença, Lenine, Mestre Ambrósio, o Mangue Beat etc.)
- a Bossa Nova e a Jovem Guarda
- O rock dos anos 60 a 80
- Apresentação sobre um ou mais dos seguintes gêneros: tecnobrega, funk carioca, pagode, axé music, sertanejo e forró eletrônico
- (Um seminário ainda está em aberto)

Como vou fazer circular os textos entre os alunos é algo a se pensar, já que as copiadoras estão sob fogo cerrado da PF.

As cinco últimas aulas, as práticas, serão constituídas por: uma oficina de redação, uma palestra com um professor convidado, duas aulas de análises de críticas de jornais e revistas e uma discussão dos trabalhos dos alunos.

2) A questão do enfoque está definida na descrição dos módulos 1 e 2 (vide programa já divulgado).

3) A música erudita vai ser meio a meio com a música popular, exceto na aula 2, onde será o tema principal.

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Por fim, acho que tá tudo muito bonito no papel - na prática, vou fazendo a cada aula as adaptações necessárias.

Concerto de Arnaldo Cohen ontem

Meu dia ontem foi cheio e preferi ficar em casa à noite, deixando de assistir ao concerto de Cohen. Tive oportunidade de ouvir in loco um trecho do último ensaio, à tardezinha, por isso dei-me por satisfeito.

Segundo fontes minhas que estiveram no recital, à noite, Cohen foi muito elogiado, particularmente pelas interpretações de Chopin e Nazareth. A ressalva foi por conta de uma velha história:

"Bom, o único vexame foi a platéia que aplaudiu entre os movimentos do Trio de Mendelssohn, e que os músicos ficavam se entreolhando em claro sinal de desaprovação. Acho eu que platéia também se educa", disse-me uma amiga, com razão.

Ou o público recifense sabe muito das convenções para poder quebrá-las ou ainda não teve consciência de estar sempre assinando atestado de bocó. Mas os músicos podem ajudar muito nesse sentido, conversando com a plateia - como é uma tendência muito providencial.

Vagas abertas na Malásia

Quem for talentoso e quiser ir-se embora pra bem longe mesmo, visite o site da Filarmônica da Malásia.

Traduza isso aqui e comprove:

There are vacant positions in the orchestra. Please refer to the Audition Page. You are encouraged to write-in for enquiries to the Personnel Manager at Mervyn@petronas.com.my

A orquestra é patrocinada por ninguém menos que a Petronas, a Petrobras malaia.

Dia a Dia

Pra todo gosto

Antonio Meneses, um dos melhores violoncelistas da atualidade, será uma das atrações do Virtuose (sic), de 16 a 20 de julho, no Festival de Inverno de Garanhuns. No restante da eclética programação da Praça Guadalajara, teremos nomes como Zeca Pagodinho, Moraes Moreira, Mundo Livre SA, O Rappa e Rita Lee.

***

PS.: Virtuosi na Serra, a coluna quis dizer - e não confundam com o Virtuosi em Gravatá duas semanas antes. Já é o terceiro filho do Virtuosi propriamente dito (sempre em dezembro), pois teve o Virtuosi Brasil mês passado.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Disciplina nova no próximo semestre na UFPE - Crítica musical

Apresentei ao Colegiado do Curso de Comunicação Social uma proposta de disciplina eletiva de estágio docência para o próximo semestre.

Só falta ser aprovada, mas já tenho aval pra divulgá-la, a fim de que os interessados se planejem.A matrícula será do dia 16 ao dia 21 de julho.

A disciplina é de interesse dos estudantes das áreas de jornalismo, letras e música (ou mesmo de artes plásticas e artes cênicas), desde que tolerem escutar de tudo um pouco. Oito alunos deverão se voluntariar para apresentar seminários.

O programa completo de aulas será divulgado futuramente aos interessados.

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Crítica musical

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Vagas: 20 alunos (a turma só será aberta com um mínimo de dez matriculados)

Bolsista (Facepe): Carlos Eduardo Amaral, mestrando

Orientador: Felipe Trotta

Ementa
A disciplina se propõe a abordar os parâmetros de valoração na crítica musical erudita e popular; as diferenças e semelhanças entre as práticas da música popular e nacional e entre a crítica de ambas; as principais divergências estéticas na música brasileira no séc. XX; e a relação da música brasileira com outras artes e com fatos históricos.

Também são objetivos da disciplina: analisar o exercício da crítica musical em revistas de cultura e jornais diários, incluindo estudos de caso, e discutir as atividades dos alunos em classe.

Módulos
Módulo 1 – Valores e estética

O primeiro módulo visa a expor e discutir:
• os parâmetros de valoração na crítica musical erudita e popular (englobando nesta o jazz, o rock, a MPB, a bossa nova, a “música de raiz” e manifestações fora do mainstream);
• a música popular e erudita brasileira no século XX
o diferenças e semelhanças de práticas;
o principais divergências estéticas;
• a música brasileira no contexto das outras artes e da História.

Módulo 2 – A prática da crítica, estudos de caso e avaliação

O segundo módulo analisará:
• a aplicação de teorias críticas literárias na música;
• a prática da crítica musical em revistas de cultura nacionais (Bravo, Continente e Cult) e nos jornais diários recifenses (e em outros meios e veículos, caso os alunos sugiram) – ação que engloba a “crítica da crítica”;
• estudos de caso (alguns envolvendo a música pernambucana);
• as avaliações dos alunos.

Avaliação da disciplina
• Atividade 1: redação de uma crítica – sobre um CD, DVD, show ou livro à escolha do aluno – redigida hipoteticamente para revista ou jornal (duas páginas em Times 12).
• Atividade 2: crítica (ou análise) de uma crítica à escolha do aluno (mesma extensão).
• Os alunos que apresentarem seminário estarão dispensados de uma das atividades, à escolha deles.

Bibliografia principal

1. O resto é ruído – Alex Ross
2. História social da música popular brasileira – José Ramos Tinhorão
3. A filosofia da nova música – Adorno
4. Performing rites on the value of popular music – Simon Frith
5. Hibridismos culturais de Chico Science & Nação Zumbi – Herom Vargas
6. Tropicalismo – Nildo Viana

Bibliografia auxiliar

7. A distinção – Crítica social do julgamento – Pierre Bourdieu
8. A música popular massiva, o mainstream e o underground: trajetórias e caminhos da música na cultura midiática – Jorge Cardoso Filho e Jeder Janotti Júnior
9. Critérios de qualidade na música popular – O caso do samba brasileiro – Felipe Trotta
10. Eu não sou cachorro, não – Música popular cafona e a ditadura militar – Paulo Cesar de Araújo
11. A invenção da ópera ou a história de um engano florentino – Sérgio Casoy
12. Camargo Guarnieri – O tempo e a música – Flavio Silva (org.)
13. No calor da hora – Música e cultura nos anos de chumbo – João Marcos Coelho (org.)
14. Maestros, obras-primas & loucuras – A vida e a morte vergonhosa da indústria da música clássica – Norman Lebrecht
15. O som e o sentido – José Miguel Wisnik
16. Arte poética – Aristóteles
17. O banquete – Mário de Andrade
18. Chega de saudade – A história e as histórias da Bossa Nova – Ruy Castro
19. Noites tropicais – Solos, improvisos e memórias musicais – Nelson Motta

Concerto de Arnaldo Cohen hoje - privado

Fui informado ontem por uma pessoa ligada a Arnaldo Cohen que o concerto dele hoje no Santa Isabel seria privado, por isso não houve divulgação na imprensa. Mas fiquei encafifado com a nota que saiu na coluna Dia a dia, do JC. Vou passar isso a limpo hoje.

Dia a Dia

Lembrete para o concerto do Trio Piano e Cordas, com Arnaldo Cohen, Michel Bessler e Alceu Reis, hoje, às 20h, no Santa Isabel.

***

PS.: Trio para piano e cordas de quem?

Alex

O maestro e compositor Marlos Nobre foi recebido para um destaque especial pelo rei e pela rainha da Espanha, no palácio Real de El Prado. Marlos ensina na escola da rainha Sofia e teve direito a concerto onde foram tocadas suas composições.

Voz ativa para a ópera no Brasil

Publicada em 16/06/2009

Criada no início de 2009, a Associação dos Cantores e Profissionais de Ópera do Estado de São Paulo (ACPOESP) pretende realizar discussões, apoiar - e buscar apoios - para auxiliar a formação profissional, estimular a maior participação do setor e propor o desenvolvimento de programas de fomento e legislação específicos, pleiteando espaço nos fóruns de cultura.

E, claro, procura novos associados para representar os interesses da ópera nas esferas federal, estadual e municipal.

A soprano Gabriella Pace, diretora executiva adjunta da associação, explica que a atuação da ACPOESP começa por São Paulo, mas que a ideia é alcancar todo o país.

"Um dos nossos associados de outras cidades, o maestro Roberto Duarte, por exemplo, já visa levar a ACPOESP para o Rio de Janeiro. No futuro, pensamos em unir os estados através de pólos de representatividade", conta Pace.

Os idealizadores da ACPOESP acreditam que a instituição pode funcionar como um instrumento de diálogo e mobilização dos profissionais, que passarão a ter um núcleo de discussão relativo às suas condições de trabalho.

"Estamos desenvolvendo muitos projetos. Mas ainda precisamos aumentar o número de associados para entrarmos com representatividade política. O mais importante agora é abrir novas frentes de trabalho".

Para fazer parte da entidade, os interessados devem preencher um cadastro e pagar uma contribuição anual de R$ 100.

"Qualquer pessoa pode se associar. Profissionais ligados ao canto lírico, instrumentistas, musicólogos e amantes da ópera, todos são bem vindos e estão convidados a contribuir para que a arte continue encantando plateias", completa a cantora.

PARA ASSOCIAR-SE E OBTER INFORMAÇÕES ENTRE EM CONTATO COM: gabpace@gmail.com


Por mais espaço e incentivo


O cenário do canto lírico no Brasil passa por um ano peculiar. As montagens de óperas escassearam com as reformas dos teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, os principais palcos líricos do país.

Gabriella Pace afirma que o canto lírico e a ópera não têm tido espaço proporcional ao volume de profissionais que integram a atividade.

"Estes trabalhadores poderiam auxiliar o desenvolvimento do setor de forma regular. Por essas e outras, a ACPOESP foi formalizada, em fevereiro, com o intuito de unir todos os profissionais de ópera, desde o figurinista até o cantor".

"Também não podemos ficar dependentes de apenas dois espaços. Há bons teatros que poderiam estar sendo utilizados para grandes espetáculos. E isso só vai acontecer com a representatividade política da classe e apoio financeiro", complementa Pace.

Além das questões pontuais do Brasil, a crise econômica mundial também afeta diretamente aos interesses culturais.

"Precisamos fazer algo para que a ópera não seja suprimida. Boas iniciativas estão acabando por falta de patrocínio. As bolsas de estudo da Fundação Vitae, por exemplo, colaboraram com a formação de vários profissionais e acabaram por falta de apoio financeiro. Daí a necessidade de termos voz ativa na política", conclui.


Associação dos Cantores e Profissionais de Ópera do Estado de São Paulo (ACPOESP).


Diretor Executivo - João Moreira Reis
Diretor Executivo Adjunto - Gabriella Pace
Diretor Administrativo Financeiro - Carlos Eduardo Vieira
Diretor Administrativo Financeiro Suplente - Mauro Wrona
Conselho Fiscal - Adélia Issa; Cristiane Rosseto; Eduardo Janho-Abumrad e Sebastião Teixeira.
Conselho Consultivo - Cleber Papa (presidente); Júlio Medaglia; Sérgio Casoy; Abel Rocha; Rosana Caramaschi e Luiz Gustavo Petri.

Anuário VivaMúsica 2009!

Chegou ontem meu exemplar do Anuário e acabei de começar a folheá-lo. O destaque é um especial sobre compositores, que abre com uma entrevista sobre o trabalho dos compositores no Brasil.

Os entrevistados são Ney Rosauro, Jocy de Oliveira, João Guilherme Ripper e André Mehmari.

João Alberto

Nobel de Dom Helder

O livro Temas da política internacional, que o ex-embaixador Vasco Mariz acaba de lançar, traz um capítulo sobre a pressão que o governo brasileiro fez para impedir que Dom Helder Câmara recebesse o Prêmio Nobel da Paz, em 1969. Inicialmente, junto aos governos da Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, depois junto às multinacionais nórdicas que atuam no Brasil, como a Volvo, Scania, Nokia e Ericsson. O prêmio acabou indo para a Organização Internacional do Trabalho.

Virtuosi - A convite da Prefeitura de Gravatá, Ana Lúcia e Rafael Garcia realizam o 1º Festival Virtuosi de Gravatá, de 7 a 12 de julho, com concertos na Igreja Matriz de Santa Ana com nomes consagrados da música mundial.

Música - A Orquestra Sinfônica Jovem, do Conservatório Pernambucano de Música, continua contabilizando sucesso em todas as suas apresentações pelo estado.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Bolsas de estudo para cursos de férias em Tatuí

Bolsas incluem transporte, alimentação e estadia durante o 5º Curso de Férias, evento voltado à formação e difusão de bandas; há vagas para aulas de 20 instrumentos, regência, orquestração e composição

O Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí, instituição vinculada ao Governo do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado da Cultura, oferece 120 bolsas de estudos a instrumentistas, regentes, compositores e arranjadores interessados em participar do “5º Curso de Férias em Tatuí para Instrumentistas, Compositores e Regentes de Bandas”. As bolsas de estudos incluem transporte, estadia e alimentação no período de 12 a 25 de julho. As inscrições para os cursos, que serão ministrados em Tatuí (a 100km de São Paulo), estão abertas até o próximo dia 30 de junho.

O 5º Curso de Férias em Tatuí, com direção artística do maestro Dario Sotelo, consiste numa série de atividades que envolvem prática de banda sinfônica; aulas individuais e coletivas de instrumentos de sopros, percussão, piano e harpa; curso de regência de banda; curso de composição para banda sinfônica; curso de orquestração para banda sinfônica e prática de música de câmara com correpetição. Profissionais do Brasil, Argentina, Estados Unidos e Espanha estarão envolvidos nas aulas e, também, na intensa programação artística que está sendo programada.

De acordo com o diretor artístico Dario Sotelo, a quinta edição do Curso de Férias enfoca a formação e difusão de bandas. “Entre os diferenciais, além da prática de banda sinfônica, que é significativa por conta do repertório altamente profissional, estão os cursos de composição e orquestração para bandas, já que uma das maiores carências dos líderes de bandas é, justamente, a preparação de suas orquestrações”, iniciou ele. “Para os instrumentos, o foco estará na atividade música de câmara com piano correpetidor.”

Fundado há 55 anos, o Conservatório de Tatuí, uma das mais respeitadas escolas de música do país, vem atuando fortemente na formação, fomento e difusão de bandas no Estado de São Paulo. Em seu histórico, constam programas importantes na valorização daquelas que são algumas das primeiras manifestações musicais do país, além da forte ligação com o município-sede, Tatuí, a Capital da Música, e onde surgiu a primeira banda do Estado de São Paulo, a Santa Cruz, cuja fundação data de 1880 - mas há indícios de que já existisse há pelo menos 28 anos.

O Curso de Férias é uma das oito atividades previstas no Coreto Paulista, projeto de fomento coordenado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí, equipamento vinculado ao Governo do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado da Cultura. O projeto abrange, ainda, Festival de Bandas, Semana da Composição para Bandas e Concurso de Composição, Concurso de Bandas, e Encontro de Maestros e Lideranças de Bandas, que serão realizados em diferentes pontos do Estado de São Paulo. O programa prevê também a realização de oficinas itinerantes de apoio a bandas, censo e catalogação de todas as bandas em atividade em São Paulo e edição de resgate e lançamento de partituras para bandas.

O Coreto Paulista surgiu a partir de um encontro de maestros e líderes de bandas, realizado no ano passado com objetivos de detectar as principais carências dessas formações musicais no Estado de São Paulo. “O encontro originou um abrangente documento delegado pela Secretaria de Estado da Cultura ao Conservatório de Tatuí, o equipamento mais preparado, por seu histórico e tradição, a apresentar uma proposta de ação”, iniciou o assessor artístico Erik Heimann Pais. “O Conservatório de Tatuí pretende, com esse projeto, transformar a marca Coreto Paulista em sinônimo de programa de bandas no Estado de São Paulo. A ideia é criar uma unidade entre as diferentes propostas, interligando-as e, com isso, fortalecendo o universo das bandas”, afirmou.

Bolsas

Às atividades serão concedidas 120 bolsas, constituídas de transporte dentro do município de Tatuí, alojamento, alimentação, acesso gratuito aos eventos e às atividades do Curso de Férias. Há vagas para flautim (1 vaga), flauta (1), oboé (4), corninglês (1), requinta (1), clarinete (12), clarone (2), fagote (6), saxofone soprano (1), saxofone alto (4), saxofone tenor (2), saxofone barítono (1), trompa (8), trompete (8), trombone (8), bombardino (4), tuba (4), percussão (8), piano (4), harpa (4), regência de banda (10), curso de orquestração para banda (10), curso de composição para banda (10).

As inscrições podem ser feitas até as 18h do dia 30 de junho. Interessados devem imprimir a ficha no site da instituição na internet (www.conservatoriodetatui.org.br), preenchê-la e encaminhá-la à rua São Bento, 415, acompanhada de cópias de documentos pessoais (RG e CPF, currículo atualizado, duas fotos 3x4 e autorização de responsável em caso de menores). Também é necessário encaminhar cópia de comprovante de depósito no valor de R$ 10, efetuado em favor da AACT (banco Nossa Caixa agência 0005-1, conta corrente 04.000516-3).

A seleção dos inscritos ocorrerá nos dias 4 e 5 de julho por meio de testes (aos que optarem por fazer as provas na sede do Conservatório de Tatuí) ou avaliação de gravações (aos que enviarem CD – wav ou mp3 – com repertório de nível técnico avançado). Para os cursos de regência de banda, composição para banda sinfônica e orquestração para banda sinfônica será aplicada prova teórica-prática. Os aprovados serão divulgados no dia 6 de julho e, esses, deverão depositar R$ 20.

SERVIÇO

5º Curso de Férias em Tatuí para Instrumentistas, Compositores e Regentes de Bandas

12 a 25 de julho de 2009

Aulas de Instrumentos, Composição e Orquestração

Conservatório de Tatuí – Rua São Bento, 415 – Centro – Tatuí-SP

Inscrições: R$ 10,00

Informações: (15) 32514573 / (15) 32514311 / www.conservatoriodetatui.org.br

De bobeira no Recife

Quem está por aqui pelo Recife, hoje e amanhã (não de bobeira, mas para um concerto privado), é Arnaldo Cohen.

Em tempo de música

O Conservatório Pernambucano de Música movimenta hoje, às 19h30, o projeto Quartas Musicais, em homenagem ao ano da França no Brasil. Sobem ao palco do estúdio o Duo de Flauta e Piano, formado por Rogério Acioli e Elyanna Caldas.

O salão nobre do Teatro de Santa Isabel está sendo ocupado, até a próxima sexta-feira, das 15h às 16h20, por 400 estudantes, entre 10 e 15 anos, atendidos pelo Programa Bolsa Escola Municipal. Divididos em cinco grupos de 80 colegas (um em cada dia), eles estão acompanhando uma aula-concerto da violinista e rabequeira, Aglaia Costa, sobre as origens, as músicas e os ritmos dos festejos juninos e suas relações com as obras eruditas de Mozart, Vivaldi e Heitor Villa-Lobos.


Flashes

O sucesso da apresentação de dos pianistas Vitor Araújo e Paule Cornet, no Teatro de Santa Isabel, semana passada, a Aliança Francesa com o apoio da Prefeitura de Olinda, a dupla se apresenta hoje, às 21h, na Igreja da Sé. O evento faz parte do Ano da França no Brasil.

vitor-paule

Dia a Dia

O Rotary Club Guararapes entrega amanhã, às 19h30, no Golden Beach, em solenidade batizada de Música e Poesia, 10 violinos à Orquestra Criança Cidadã, do Recife. Belo gesto que merece ser copiado por outras instituições.

Alex

Notas

O comentário sobre cinema mudo e Nelson Ferreira revelando sua habilidade como pianista, fez com que recebesse mensagens sobre o assunto e detalhes. Luciano Azevedo lembrou sua avó que era pianista e tinha de tocar nos cinemas da época do mudo para aumentar a renda mensal. Era uma artista do piano e figura bem conhecida.

» Detalhes

A leitora Maria Lena Amaral Veras escreve sobre a crônica “O piano do cinema mudo”. O seu avô que tocava acompanhando os filmes era Antonio Paurilio, pianista que atuou com sucesso na PRA-8. Elogiado o concerto do maestro Jadson Oliveira no Mosteiro de São Bento e com coral sinfônico do STBNB, na semana passada.

João Alberto

Sivuca - Flávia de Oliveira Barreto, filha única de Sivuca, escreve a biografia do grande sanfoneiro, que será lançada em maio do próximo ano, quando ele completaria 80 anos.

Música francesa também no CPM

Rogério Acioli e a pianista Elyanna Caldas fazem um duo de flauta e piano hoje, às 19h30, no estúdio do Conservatório Pernambucano de Música (Avenida João de Barros, 594, Boa Vista). A apresentação faz parte do projeto Quartas Musicais e traz repertório composto por música francesa do século 20.

Pianistas se encontram na Igreja da Sé

Francesa Paule Cornet executa com Vitor Araújo o Concerto para dois pianos

A estrutura monumental da Igreja da Sé, no Sítio Histórico de Olinda, abriga hoje um novo encontro entre o pianista pernambucano Vitor Araújo e a francesa Paule Cornet.

Foto: Jaqueline Maia/DP/D.A Press
O concerto, promovido pela Aliança Francesa em parceria com a Prefeitura de Olinda, começa às 19h e terá entrada gratuita.

Além de fazer parte das comemorações do Ano da França no Brasil, o recital para dois pianos antecipa a Fête de la Musique, evento que ocorre desde 1982 na França e em mais de 100 países. No repertório, um passeio do erudito ao popular, com direito a improvisações realizadas pelos dois artistas e homenagens à França e ao Brasil. É possível que eles toquem composições de Debussy, Eric Satie, Hermeto Pascoal e Luiz Gonzaga.

Formada em Musicologia pela Universidade de Lyon e tendo estudado a escritura do jazz na Universidade de Miami, Paule Cornet tem 45 anos e trabalha elementos da música clássica, do fusion e do eletro-jazz. Já Vitor Araújo, aos 20 anos, prepara-se para lançar o segundo disco. Em 2008, o jovem pianista arrebatou o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria revelação. Ele compôs uma das músicas para o recital em reverência às cores da bandeira francesa (azul, branco e vermelho).